Harry Potter e a Pedra Filosofal, o primeiro livro da saga de J.K. Rowling,  celebra hoje 20 anos de existência. No dia 26 de junho de 1997, era publicado o primeiro livro do que viria a ser um dos maiores sucessos literários da década e, mais tarde, do século XXI.

Com apenas 500 exemplares distribuídos por 300 livrarias, Pedra Filosofal, recusado por diversas editoras, conquistava um lugar no espaço literário inglês. Hoje, passados 20 anos, a série Harry Potter conta com 450 milhões de cópias vendidas, traduzidas em 68 línguas diferentes e distribuídas em cerca de 200 territórios.

Na comemoração desta data a autora do “rapaz que sobreviveu” agradeceu ao fãs através do Twitter. Na curta mensagem publicada na manhã de segunda-feira, a autora escreve: “Há vinte anos no dia de hoje, um mundo no qual tinha vivido sozinha abriu as suas portas aos outros. Tem sido fantástico. Obrigada”.

No final do agradecimento, Rowling usou ainda o hashtag comemorativo, #HarryPotter20, que automaticamente inclui um novo emoji exclusivo de Harry Potter, figurando um relâmpago e uns óculos redondos, símbolos icónicos da personagem. Também o Facebook se juntou às festividades, sendo que utilizando num comentário as palavras “Harry Potter,” “Gryffindor”, “Ravenclaw”, “Hufflepuff” ou “Slytherin” as mesmas ganham a cor da respectiva casa e com um simples click é possível testemunhar a magia. Também a plataforma digital Pottermore oferece um quiz que procura avaliar os conhecimentos dos Potterheads relativamente ao livro que hoje celebra os seus vinte anos.

O Great Hall de Hogwarts.

Os dias 26 de junho e 31 de julho (dia do aniversário de Harry) tornaram-se progressivamente numa celebração massiva. Em ambos os dias as comemorações não se restringem ao sucesso do franchise, que se desdobra em sete livros e oito adaptações cinematográficas (tendo o livro final sido dividido em dois), mas projetam-se para os feitos mundiais da série e da autora.

A saga que “inspirou uma geração de crianças a ler” transporta consigo ideias de paz e união. Pela descrição de episódios de discriminação e de uma separação entre feiticeiros e muggles, ou até pela inclusão de um personagem homossexual, Rowling torna explícita a sua intenção de formar as gerações de crianças, através de um mensagem de inclusão e tolerância.

O dia de hoje não celebra apenas o trio de amigos de Harry Potter ou o seu nascimento para o mundo, mas sim o início de um ciclo literário que está longe de acabar. A saga que agora vê a sua continuação na peça de teatro Harry Potter and the Cursed Child e na trilogia de Monstros Fantásticos promete continuar a enfeitiçar leitores e cinéfilos.

Wingardium Leviosa nunca pareceu tão atualizado e o seu efeito permanece bem vivo, levitando a nossa imaginação há vinte anos. Que venham mais vinte.

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