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Sofar Sounds Lisbon: regresso às origens

A 24 de junho, cerca de sessenta pessoas reuniram-se para mais uma edição do Sofar Sounds Lisbon. O conceito deste evento tem raízes na vontade de experienciar música ao vivo de uma forma mais intimista, em espaços insólitos. Começou em 2009, na capital do Reino Unido, no apartamento de Rafe Offer, Rocky Start e Dave J. Alexander e expandiu-se entretanto por mais de 350 cidades.

Sofar – Songs from a Room

Depois de várias sessões em diversos espaços culturais, o Sofar regressou às suas origens. Na sala de estar de um apartamento do número 137 da Rua de Campo de Ourique, juntaram-se indivíduos de diferentes nacionalidades e idades com um propósito em comum: presenciar um momento musical único e inesquecível.

Pouco passava das 17h30 quando entrámos no antigo prédio, onde as anfitriãs, a organização e os artistas nos esperavam. A espera na rua era alimentada pelo soundcheck dos artistas, que apenas são revelados no momento em que entramos no local secreto, fazendo crescer a curiosidade.

As hostilidades foram abertas por Inês, elemento da organização, que fez questão de salientar o retorno do evento ao tipo de lugar onde surgiu. O primeiro artista foi introduzido e deu-se início aos concertos.

A viagem comandada por CAIO

O jovem português CAIO foi o primeiro a apresentar-se à pequena audiência do Sofar Sounds, que o seguiu a ele e às melodias que surgiam da sua guitarra acústica durante cerca de vinte minutos. Não é desconhecido dos mais atentos aos nomes recentes do indie português, tendo sido bastante eficiente na apresentação de temas dos seus dois álbuns, num estilo que faz lembrar Ben Howard.

O estilo dançante dos Zevinipim

Depois de um curto intervalo, onde houve a oportunidade de beber uma bebida ou até duas, e de contribuir para o fundraising do Sofar Sounds, foi apresentado o segundo artista da tarde. Desta feita, o trio afro de Belo Horizonte, os Zevinipim.

Um baixo, uma guitarra, uma bateria e uma voz alegre são o suficiente para contagiar o público, que vai dançando no seu lugar e sorrindo com a mistura musical da banda: do groove ao jazz, passando pelo soul e funk.

SEASE the end

Eram já 19 horas quando a última atuação foi introduzida. Os SEASE, um quarteto português cujo primeiro concerto teve precisamente lugar numa das muitas edições do Sofar em Lisboa, volta para assegurar o desfecho de mais uma edição. Desde o deslumbrante espectro vocálico da vocalista aos versos metafóricos e introspetivos, fomos guiados numa jornada pela eletrónica, pelo experimentalismo e post-punk.

Assim se passou mais uma edição do Sofar Sounds Lisbon e uma tarde repleta de diversidade e talento. Se tens curiosidade ou queres estar presente no próximo evento, inscreve-te aqui. A partir daí, é só preparares-te para uma sessão arrebatadora de música ao vivo.

 

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