O Crowdfunding é uma das ferramentas que pode ser usada para apoiar as vítimas do incêndio na região de Pedrógão Grande. A campanha, lançada pelo cidadão Sérgio Gonçalves, começou com o objetivo de angariar 5.000 euros, mas a rapidez da ajuda foi tal, que já foi ‘obrigada’ a atualizar-se para um novo patamar: 10.000.

Sérgio refere ser “um cidadão a tentar ajudar para além da indignação sem ação” e recorreu à plataforma nacional PPL para levar a cabo a iniciativa, uma das várias ações individuais que se têm traduzido num esforço coletivo dos portugueses para apoiar os mais afetados pela tragédia.

A ideia é não ficar parados. A Sociedade civil deve agir. Todas as contribuições são preciosas e não há limites. Precisamos de todo o apoio possível para aliviar o sofrimento das populações afectadas”, explica o promotor da campanha.

A campanha teve início durante a tarde deste domingo (18) e até às 23h15 recolheu 6.219 euros, ultrapassando o montante de 5.000 que estava previsto alcançar até 16 de agosto. Foram um total de 179 os cidadãos a colaborar.

De que outras formas podes ajudar?

Além desta campanha têm surgido outras iniciativas de apoio. A Caixa Geral de Depósitos criou uma conta solidária intitulada Unidos por Pedrógão, com 50.000 euros de montante inicial. O IBAN da conta é PT50 0035 0001 00100000330 42. Seguiram o exemplo o Novo Banco (IBAN PT50 0007 0000 0034046195023), que também doou 50.000 euros e o BCP (IBAN PT50 0033 0000 45507587831 05).

Além da abertura de conta e da campanha solidária no multibanco, a Caixa Geral de Depósitos adotou ainda outras medidas para “atenuar os impactos desta tragédia”, nomeadamente a atribuição de crédito com 25% de desconto e uma moratória de capital e juros até dois anos aos detentores de crédito à habitação.

Mas há outras formas de ajudar. Podes dirigir-te às corporações de bombeiros da tua localidade e colaborar com vários bens materiais. Água, água com gás, barras energéticas, enlatados, alimentos não perecíveis, soro fisiológico, compressas, ligaduras, adesivos. E claro, entre outros.

O incêndio, que as autoridades referem ter sido causado por uma trovoada seca, é referido pelo especialista Xavier Gonçalves, como “um dos maiores incêndios, dos mais graves, dos últimos anos na Europa, se não no mundo“. Já foram confirmadas 62 mortes, às quais se juntam pelo menos 62 feridos e 150 desalojados.