A primeira edição do Festival MIL – Lisbon International Music Network decorreu nos passados dias 1 e 2 de junho, no coração de Lisboa. Os bilhetes esgotaram.

Este festival trata-se de uma convenção internacional de música que tem como objetivo reunir diversos profissionais da indústria musical, tendo em vista a divulgação e internacionalização da música lusófona contemporânea. Por isso, ao longo dos dois dias o festival contou com diversas conferências e debates, assim como concertos e showcases.

Países como o Brasil, França, Inglaterra, Luxemburgo, Dinamarca, Cabo Verde, País de Gales, Hungria, Bélgica, Itália e Moçambique fizeram parte do programa.Os debates e conferências que decorreram ao longo das tardes de sol dos dois dias do festival distribuíram-se por espaços como a Pensão Amor, ETIC – Espaço Atmosferas, Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva ou a Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa.Aqui foram discutidos temas como a criação de bandas, a relação da política com a música pop contemporânea e a força criativa das marcas independentes no mercado da música.

Também os direitos dos artistas na era digital não foram esquecidos, assim como a arte de programar.

Outro tema em destaque foi a colaboração entre artistas e managers, bem como o mercado lusófono 2030 e a cidade como um importante centro criativo e artístico.

Como oradores estiveram presentes diversos artistas, produtores, managers e até alguns jornalistas.Os concertos decorream na zona do Cais do Sodré: Musicbox, Roterdão, Tokyo, Sabotage, Lounge e B.Leza foram os espaços escolhidos. B Fachada foi o responsável por um dos primeiros concertos do festival. O artista subiu ao palco do Musicbox para cantar e encantar a sala cheia, que do princípio ao fim do concerto acompanhou a voz do músico em coro. Um concerto intimista marcado por canções como Camuflado, Crus e Dá Mais Música À Bófia.De seguida, o palco do Roterdão é alvo de uma das maiores revelações da noite: Stone Dead. A banda proveniente da região de Alcobaça apresentou o seu mais recente trabalho, o disco Good Boys, lançado em março deste ano.

Um palco demasiado pequeno para uma energia em palco tão colossal, que rendeu o público a um bando de corpos dançantes do rock’n’roll português durante todo o concerto, deixando pessoas à porta.Mais tarde, os Capitão Fausto sobem ao palco do Musicbox para dar aquele que foi sem dúvida o concerto da noite, e provavelmente de todo o festival. Marcado por temas de todos os discos e um público incansável que acompanhou em coro todas as letras princípio ao fim, entre gritos, saltos, moches e crowdsurfings.Já na segunda noite do festival, Éme conquistou o público do Tokyo com a sua voz doce, que entre brincadeiras e a chamada do Manel de Primeira Dama ao palco para cantar consigo, tornaram este concerto intimista num momento bonito.Quase a chegar ao fim da última noite do festival, Xinobi sobe ao palco em modo live band, acompanhado da artista Sequin, que deu voz ao tema Real Fake.Para além destes nomes, Sensible Soccers, Lavoisier, Da Chick, Galgo, Bispo, Marvel Lima, White Haus, Momo, First Breath After Coma, Benjamim, Paus, Linda Martini, Golden Slumbers, Riding Pânico, You Can’t Win Charlie Brown e Duquesa também fizeram parte do leque de artistas que deram música às duas noites do festival, entre muitos outros.

Fotografias cedidas pela organização.