Vou apanhá-los todos: Pokémon Go fez um ano

Há um ano atrás começava o que viria a ser o fenómeno mundial do Pokémon Go. A aplicação quebrava recorde atrás de recorde, com centenas de milhões de downloads. Hoje, o jogo conta com um queda de 90% nos utilizadores. Mas as receitas não parecem estar tão mal assim.

Lançado a 6 de julho de 2016, Pokémon Go foi a aplicação que mais rapidamente ocupou o topo da App Store e da Google Play Store. Um mês depois do lançamento, o jogo foi premiado com cinco Guiness World Records, incluindo o recorde de maior número de downloads para um jogo de telemóveis, com 130 milhões de transferências.

Desenvolvido numa colaboração entre a Niantic Inc., a Nintendo e a The Pókemon Company, o jogo de realidade aumentada baseia-se na captura e treino de criaturas virtuais, os Pókemon. Fazendo uso da câmara e GPS dos nossos telemóveis, a aplicação mostra a localização destas criaturas, e coloca-as virtualmente ao nosso redor, no momento da captura.

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Niantic está empenhada em impedir batoteiros

Desde que foi lançado, o Pokémon Go tem sofrido várias atualizações e melhorias. São exemplos a introdução de novos Pokémon e recentemente a criação de assaltos cooperativos. Contudo, em entrevista ao The Verge, John Hanke explica que, na verdade, estão bem atrasados relativamente ao planeado. “Perdemos provavelmente seis meses graças ao sucesso que o jogo teve”, afirmou o CEO da Niantic, explicando como tiveram de reforçar a estrutura da aplicação, devido ao elevado número de utilizadores.

Hanke falou também do desafio que é “manter o jogo justo para toda a gente”. Muito devido ao sucesso do jogo, a habilidade e recursos empregues em formas diversificadas de batota foram uma surpresa e um desafio para a Niantic, que ainda hoje se dedica a controlar esse aspeto.

Questionado quanto à atualização mais valiosa até ao momento, Hanke acredita serem os ginásios e os assaltos. Estas melhorias “dão às pessoas motivação para continuar a jogar, para continuar a evoluir de nível“, para além do facto de “serem designadas para encorajar o jogo cooperativo, algo central na nossa missão”.

Receitas não sofrem queda proporcional às desistências

Segundo um estudo recente da ThinkGaming, o número de utilizadores diários desceu já para 148 mil nos últimos 5 meses, correspondente a 10% do valor do ano passado.

Mas ao observar os lucros da app norte-americana, facilmente se nota que não houve uma queda proporcional. A evolução das receitas por minuto passou dos 113 para os 87 euros, mantendo-se no ranking abaixo de Candy Crush Saga (130€ por minuto) mas ainda assim acima do Clash of Clans (54€ por minuto).

Incidentes e críticas ao jogo

Na criação de um programa que requer aos seus jogadores a deslocação a locais específicos, nem sempre os limites são claros e não faltaram casos de histórias insólitas.

A aplicação foi criticada por utilizar locais como cemitérios e memoriais para incluir alguns Pokémon. Também em certos serviços, como hospitais, quartéis de bombeiros ou linhas de caminho de ferro, vários jogadores entravam de androids e iPhones em punho, cegos por chegar ao seu destino.

Relacionados com o jogo, registaram-se acidentes de viação, invasões de propriedade e mesmo algumas mortes. Foi o caso do adolescente Jerson Lopez, que ao caçar Pokémon numa linha de comboio, foi localizado através da aplicação e alvo de uma emboscada.

O jogo foi desencorajado ou mesmo proibido nalguns países, pela utilização da câmara e GPS serem considerados fontes de espionagem. Pela destreza manual e motora que exige, Pokémon Go foi ainda criticado pelos problemas de acessibilidade a jogadores com deficiências físicas.

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Apesar da enorme taxa de desistência do jogo, tudo indica que haverá um núcleo de utilizadores intensivos e devotos. Fãs que não desistem até caçar todos os Pokémon.

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