Os responsáveis da HBO parecem estar a habituar-se ao sadismo presente em Game of Thrones e ponderam deixar os fãs em espera até 2019 para poderem ver a última rodada de episódios da série.

O diretor de programas do canal anunciou em entrevista à Entertainment Weekly que a decisão sobre a transmissão da última temporada não está ainda tomada. “Eles têm de escrever os episódios e perceber como é que será a agenda de gravações”, detalhou Casey Bloys.

Sem ser muito esclarecedor sobre o tema, o executivo deixa pontos de situação definitivos para depois. “Vamos ter uma noção melhor disto quando eles começarem a ir mais longe na escrita dos argumentos”, disse à revista norte-americana, sem nunca pôr de parte a transmissão só daqui a dois anos.

Algo que pode causar demoras na produção é o caráter “cinemático” de Game of Thrones. “Uma das imagens de marca desta série é o quão cinemática é. Este formato provou que a televisão é tão ou mais impressionante que o cinema. O que eles estão a fazer é monumental”, referiu o responsável.

“Quando vês as batalhas que existem na temporada 7, e quando imagino o que vai ser a 8… é uma grande, grande série. Nós já fizemos muitas séries incríveis, mas esta combina personagens complexas, que amamos, com um grande alcance cinemático. Acho que é a primeira série que prova que isto pode ser feito – e nós fomos os primeiros a pagar por isso”, elogiou Casey.

Cinco novas séries para não deixar Westeros

No entanto, o final do arco central de Game of Thrones não vai impedir a televisão de continuar a visitar Westeros. Estão atualmente em pré-produção um total de cinco spin-offs baseadas na narrativa e na mitologia inauguradas por George R.R. Martin.

Estas produções, nas quais os atuais produtores executivos, David Benioff e D. B. Weiss, não irão participar, já contam com a colaboração de quatro argumentistas: Carly Wray (Mad Men), Jane Goldman (X-Men), Brian Helgeland (Mystic River) e Max Borenstein (Godzilla).

“Gostávamos de ter o nome deles nisto, até pelo respeito que lhes temos, mas entendemos os motivos pelos quais não o querem”, referiu o executivo. “Eles querem aproveitar a série como fãs e deixarem de se preocupar com os guiões e com as questões de produção”, acrescentou.