Uma sessão exclusiva para mulheres do filme Mulher Maravilha gerou controvérsia nas redes sociais. A iniciativa veio da parte do Alamo Drafthouse de Austincidade onde nasceu esta cadeia de cinemas e capital do estado do Texas – e foi anunciada na passada quarta-feira.

 “A mais icónica super-heroína na história de banda desenhada finalmente tem o seu próprio filme, e que melhor forma de comemorar do que com um visionamento totalmente feminino?”. É com esta questão que começa a publicação partilhada pelo Alamo Drafthouse Austin na sua página de Facebook.

No pequeno texto, a cadeia de cinema norte-americana refere ainda que a entrada é também permitida a pessoas que se identifiquem como mulheres e que todos os trabalhadores na sessão vão ser do sexo feminino.

No entanto, este evento realizado para celebrar o impacto cultural da personagem da DC Comics e o seu estatuto de ícone feminista não foi visto com bons olhos por alguns homens. Rapidamente choveram comentários no Facebook da cadeia de cinemas a criticar o visionamento, alegando que o Drafthouse estava a excluir o público masculino e a criar uma divisão ainda maior entre os dois sexos.

O cinema de Austin não se remeteu ao silêncio. A resposta a múltiplos dos comentários negativos foi quase imediata, referindo que a sessão não era sobre igualdade, mas sim sobre a celebração da Mulher Maravilha – uma personagem que durante oitenta décadas inspirou milhares de mulheres.

O sucesso da iniciativa foi imenso. O visionamento de Austin esgotou em pouco tempo e a Alamo já anunciou outra sessão exclusiva para mulheres em Nova Iorque. Mulher Maravilha, filme da realizadora Patty Jenkins e protagonizado por Gal Gadot, tem a estreia portuguesa marcada para o dia 1 de junho.