A exposição José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno, passados três meses e meio, conta já com mais de 100 mil visitantes, de acordo com a Fundação Calouste Gulbenkian. 

Contando com mais de 400 obras, divididas por duas grandes galerias, esta exposição atingiu os 102 mil visitantes no último fim de semana. Pintura, desenho, vitral, cerâmica, cinema, novela gráfica, teatro e dança são as diversas “vertentes” das obras deste prestigiado artista.

Segundo a Gulbenkian, em comunicado, este conjunto de obras “reflete a condição complexa, experimental, contraditória e híbrida da modernidade. A pintura e o desenho mostram-se em estreita ligação com os trabalhos que fez em colaboração com arquitetos, escritores, editores, músicos, cenógrafos ou encenadores. Esta escolha dá também visibilidade à presença marcante do cinema e à persistência da narrativa gráfica ao longo da sua obra.

A curadoria da exposição, hospedada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, ficou a cargo da investigadora e historiadora de arte, Mariana Pinto dos Santos, juntamente com Ana Vasconcelos, conservadora do Museu Calouste Gulbenkian.

A última exposição dedicada a Almada negreiros foi há 25 anos

Agora, corridos 25 anos, foi inaugurada a três de fevereiro uma nova exposição dedicada a Almada Negreiros. Tendo passado tanto tempo desde a última exposição, e sendo um quarto das obras apresentadas inéditas, as expectativas eram elevadas.

Os visitantes de Uma maneira de ser moderno puderam contemplar as diversas obras de Almada Negreiro que abraçam o seu amplo arco cronológico de 60 anos.

Almada Negreiros, o omnívoro

Almada Negreiros nasceu a 7 de abril de 1893, em S. Tomé e Príncipe, e morreu a 15 de junho de 1970, em Lisboa. Figura ímpar no panorama artístico português do século XX, dedicou-se, fundamentalmente, às artes plásticas e à escrita, sendo um dos principais precursores do modernismo em Portugal.

O artista deixou uma vasta obra de pintura, desenho, teatro, dança, romance, contos, conferências, ensaios, livros manuscritos ilustrados, poesia, narrativa gráfica, pintura mural e artes gráficas, cuja produção se estendeu ao longo de mais de meio século.

O seu texto O Manifesto anti-Dantas e por extenso é a sua obra mais conhecida e foi, substancialmente, graças a este que Almada se tornou num dos principais elementos da vanguarda do modernismo português.

Segundo a Gulbenkian, “Almada defendia uma modernidade presente em todo o lado, nos edifícios públicos, nas ruas, no teatro, no cinema, na dança, no grafismo e nas ilustrações dos jornais, e entendia o artista como o agente principal deste movimento plural

Ainda não visitaste a exposição? Ainda vais a tempo

A exposição permanecerá aberta ao público até dia 5 de junho. A exibição, a qual tem formado fila de visitantes na entrada – está aberta às segundas, quartas e sextas-feiras, tal como aos domingos, das 10h às 18h. Às quintas e sábados o horário é alargado, estando aberta das 10h às 21h. Às terças-feiras a exposição encontra-se encerrada.