A Évora Molten Salt Platform é um projeto financiado pelo Governo da Alemanha e a Universidade de Évora, e trata-se de uma tecnologia que vem trazer um novo método de aproveitamento da energia solar.De acordo com João Farinha Mendes, Investigador Principal no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, “a vantagem é que a energia fotovoltaica não se pode armazenar e esta podemos armazená-la e usá-la quando quisermos”.

A Évora Molten Salt Platform é uma tecnologia que necessita do sol direto para fundir sais de forma a criar vapor de água e, por conseguinte, produzir energia.

O projeto, ainda em fase de desenvolvimento, foi visitado na passada sexta-feira pelo comissário europeu Carlos Moedas, responsável pelas pastas da Investigação, Ciência e Inovação. A visita inseriu-se no âmbito de um Roteiro da Ciência no Alentejo, algo que Carlos Moedas já tinha realizado noutras zonas do país.

Este Roteiro da Ciência pretende dar a conhecer o papel da Comissão Europeia na promoção da investigação e conhecer casos de sucesso nesta área. Envolveu Évora mas também Beja.

Num debate que teve lugar na Universidade de Évora mediante o tema Challenges for Mediterranean Research: Food, Resources and Territories, Carlos Moedas destacou o facto de Évora acolher 14 dos 29 projetos do Alentejo no âmbito do programa europeu de investigação e inovação Horizonte 2020, que conta com um orçamento de quase 80 mil milhões de euros.

O debate contou também com a presença de especialistas de Portugal, Espanha, Itália e Marrocos e com o ministro da Ciência e Tecnologia, Manuel Heitor, que salientou que Portugal precisa de “instituições sólidas, flexíveis e adaptáveis e de universidades que desempenhem um papel importante, mas também de novos intervenientes”. Exemplo disso é a nova cátedra na área aeroespacial que junta a Universidade de Évora, a Fundação para a Ciência e Tecnologia e o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto.