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Fortaleza de Peniche: antiga prisão política convertida em museu da Liberdade

O Conselho de Ministros aprovou um plano de recuperação para a Fortaleza de Peniche. A antiga prisão política do Estado Novo será agora um museu dedicado à liberdade e resistência à ditadura. O investimento previsto ronda os 3,5 milhões de euros.

Na quinta-feira, dia em que passaram exatamente 43 anos desde a libertação dos presos políticos, o Conselho de Ministros, que decorreu na Fortaleza de Peniche, aprovou e decidiu avançar com um plano de recuperação do forte. A antiga prisão da ditadura será transformada no 15.º museu da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

O monumento, que conta com estruturas do século XVI, terá um investimento de 3,5 milhões de euros ao longo dos próximos dois anos, período durante o qual se irão desenvolver as obras. De acordo com Luís Filipe Castro Mendes, ministro da Cultura, vai ser desenhado um plano para a reconversão dos três edifícios prisionais (blocos A, B e C), fortaleza, baluarte, cisterna e portos, plano este que ficará à tutela da DGPC.

O montante de 3,5 milhões de euros é o resultado da avaliação do estado de degradação do monumento levada a cabo pelo Instituto de Construção da Faculdade de Engenharia do Porto. Contudo esta verba não coincide com a avaliação já feita previamente pela Câmara Municipal de Peniche, de cerca de 5,5 milhões de euros. Não obstante, o presidente do município, António José Correia afirmou que se encontra “muito satisfeito” após o anúncio do Governo e explicou ainda que a diferença das avaliações pode ser explicada porque a avaliação feita pela câmara já “tinha incluído algum investimento para algumas funcionalidades.

Inauguração do museu “marcada” para 2019

O Governo espera inaugurar o novo museu em 2019, antes do final da legislatura, não sendo ainda, na palavra do ministro, Museu Nacional da Resistência Contra a Ditadura o nome definitivo.

Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, explicou que as verbas envolvidas na recuperação da fortaleza provêm do programa Portugal 2020. Após o museu de Évora e das ruínas de Conímbriga, que se juntaram recentemente ao clube dos museus nacionais, será agora a vez da Fortaleza de Peniche, onde neste momento já existe um museu municipal com diversas temáticas.

“A decisão está tomada. É uma homenagem a todos quantos estiveram presos nas prisões do antigo regime.”

Foi esta a declaração de Adelino Pereira da Silva no Jornal 2. Adelino foi preso aos 23 anos de idade por pensar diferente e passou cinco dos sete anos do seu encarceramento naquele forte. Acrescentou ainda que “É preciso preservar a história de um regime prisional brutal e das famílias que destroçou“.

A Fortaleza de Peniche foi uma principais prisões do Estado Novo de onde se conseguiram evadir, entre outros, António Dias Lourenço, um dos mais destacados dirigentes da história do Partido Comunista Português, e o histórico secretário-geral do PCP, Álvaro Cunhal, protagonizando dois dos episódios mais marcantes do combate ao regime ditatorial.

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