O Galaxy S8, o novo topo de gama da Samsung, chegou ao mercado a 21 de abril e foi recebido pelos fãs com enorme entusiasmo. Um dos grandes motivos foi o display Super AMOLED, por apresentar uma espécie de ecrã infinito onde tudo é imagem – desde a parte de baixo até ao topo do telemóvel. O botão físico principal foi substituído por um novo botão – desta vez incorporado no próprio display – que, sabe-se agora, se move pelo próprio ecrã de forma muito subtil.

Já é habitual o escrutínio elevado a que os produtos tecnológicos são sujeito durante os primeiros dias após o seu lançamento no mercado. É nesta altura que os consumidores vão estando atentos, reportando pequenas imperfeições a nível de hardware e/ou software, ou até falhas graves que possam condicionar o correto funcionamento dos equipamentos.

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Foi assim que vários utilizadores reportaram que o botão home dos seus S8 parecia mover-se ligeiramente para a esquerda e para a direita de forma aleatória ao longo do dia. Por não ser facilmente visível ao olhar desatento, esta oscilação de posição em nada condiciona a normal utilização do equipamento.

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A Samsung já confirmou, através da conta da sucursal holandesa no Twitter, que esta é uma funcionalidade que visa preservar a longevidade do telemóvel. Ela funciona da seguinte forma: o ligeiro movimento do botão no ecrã permite que este não fique durante longos períodos de tempo na mesma posição o que, a acontecer, se traduziria na destruição a longo prazo dos pixels acesos e numa pequena porção de display danificada ou com o efeito de imagem fantasma.

Ainda assim, não só os smartphones sofrem do chamado burn-in nos seus displays. Nos já velhinhos monitores CRT eram utilizados proteções de ecrã (ou screensavers) em que o movimento constante da imagem impedia que os vários pixels permanecessem acesos durante longos períodos de tempo, assim evitando o efeito de imagem fantasma.

Ecrãs LCD e Plasma poderão também apresentar marcas de burn-in ou até mesmo lightbleed, que se traduz numa espécie de derrame de luz geralmente nas extremidades do visor, sendo mais visível em cenas de fundo negro ou em ambientes escuros. Este derrame de luz é, aliás, uma das características das icónicas máquinas fotográficas Lomo.