O Metro Sul do Tejo desafiou o ator, comediante e apresentador Rui Unas a apresentar 12 sugestões para visitar nos concelhos de Almada e Seixal. A campanha “um Metro mais a Sul” vai disponibilizar, a cada quinzena, uma nova sugestão nas carruagens do Metro Sul do Tejo, nas paragens ou nas bilheteiras.

Todos os espaços contam com o selo de qualidade de um conhecido apaixonado pela margem mais a sul do rio Tejo e o Espalha-Factos dá-te a conhecer cada um deles.

Restaurantes

Estaminé 1955

Na renovada e tão na moda Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas, encontras o Estaminé 1955, uma hamburgueria que se distingue pelos produtos nacionais que utiliza. O Estaminé abriu em 2014 e desde aí tem feito sucesso. O espaço já existia desde 1955, daí a homenagem no nome, e a decoração é inspirada nessa época, até com a presença de alguns objetos antigos no balcão.

Fotografia: Sofia Baptista

Nas entradas, aqui denominadas mata-bicho, destaca-se o bolo do caco servido de três formas distintas: com manteiga de alho (2€); com queijo de cabra, rúcula, mel e nozes (3,50€); com azeitonas, manteiga de alho e presunto (3€).

Quanto aos hambúrgueres, o difícil é mesmo escolher, mas as referências a diferentes regiões do país estão sempre presentes. O Portugal dos Grandes (6,50€), em pão artesanal, é acompanhado por bacon, cebola caramelizada, tomate, trilogia de alfaces, queijo cheddar e, no topo, ovo estrelado. O Barrancos em piso alentejano (na foto) é um bolo do caco com azeitonas pretas juntamente com bacon, cebola roxa, maçã caramelizada e rúcula (8€). Já no Galo de Barcelos (7€) o hambúrguer é de frango com alheira de aves, numa cama de grelos salteados, queijo edam, cebola caramelizada e ovo estrelado em pão artesanal.

Barrancos em piso alentejano (Fotografia: Sofia Baptista)

Os hambúrgueres são servidos com batata frita, que pode ser substituída por batata doce frita (1€), e maionese de alho e ervas. Há duas opções vegetarianas (7€), cocktails da casa e todos os dias uma sobremesa diferente (3€), além da mousse de chocolate à fatia (3€) e dos gelados de iogurte (2,50€).

Preço médio: 25€ para duas pessoas

Máfia das Pizzas

Na mesma rua está a Máfia das Pizzas, conhecida pelas pizzas de massa fina cozinhadas em forno de lenha e pelo ambiente descontraído. É um local muitas vezes eleito para jantares de grupo.

Para começar, a tradicional bruschetta: com tomate, azeite, vinagre balsâmico e manjericão (3,95€). A bruschetta do chef acrescenta a esses ingredientes o queijo mozzarella (4,95€). Quanto às pizzas, a oferta é muito variada e os clientes destacam-nas pelo tamanho e qualidade: desde a à la máfia, com tomate, queijo mozzarella, óregãos, chourição e pimentos (8,95€); al mare, além do tomate, queijo mozzarella e orégãos, com salmão fumado, gambas, salsa e limão (13,50€); até à alentejana, com tomate, queijo mozzarella, orégãos, chourição, farinheira e coentros (9,75€).

Fotografia: facebook.com/mafiadaspizzascacilhas/

Outras opções são as massas, como o esparguete à bolonhesa (7,95€) e o esparguete al nero di seppia, com tinta de choco, alho, gambas e salsa (12€). O restaurante está aberto apenas ao jantar entre terça e sexta-feira, mas aos sábados e domingos abre também ao almoço.

Preço médio: 20€ para duas pessoas

Tia Bé

A Tia Bé tem três restaurantes: um na Cova da Piedade, um na Romeira e outro na Cruz de Pau. A decoração e a ementa têm raízes africanas mas nos pratos também estão presentes as gastronomias portuguesa e brasileira. É de destacar o ambiente familiar e a simpatia dos funcionários.

Fotografia: TripAdvisor

As tradicionais cachupa e muamba não podiam faltar, tal como a feijoada à brasileira. Há também uma grande variedade de bifes, como o à Tavares, à café, três pimentas e com molho de mostarda. As doses são bastante generosas e o preço do menu varia entre os 8€ ao almoço e os 11€ ao jantar, incluindo prato, bebida, sobremesa e café.

Preço médio: 20€ para duas pessoas

Ponto Final

No Cais do Ginjal, em Cacilhas, o Ponto Final oferece uma das melhores vistas para o rio Tejo. Merece uma visita nem que seja apenas para tomar uma bebida ao fim do dia e ver o pôr-do-sol.

Fotografia: TripAdvisor

Desde as entradas aos pratos principais, o peixe fresco é a imagem de marca do espaço: salada de polvo (9€) ou petingas de escabeche (5,50€) como entrada, o bacalhau assado lascado com batatas a murro (15,75€), carapauzinhos com arroz de tomate (16€) até ao sargo grelhado (16,50€). A sopa de cação (11€) é outro dos destaques. Já entre outubro e abril é possível provar a feijoada à transmontana (13,50€).

Preço médio: 40€ para duas pessoas

Atira-te ao Rio

A poucos metros do Ponto Final e com a mesma paisagem de cortar a respiração está o Atira-te ao Rio. Mesmo no inverno a esplanada está aberta e disponibiliza mantas e aquecedores, tal como a sala interior dispõe de uma salamandra.

Fotografia: facebook.com/restaurante.atirate.ao.rio/

O destaque vai para os produtos portugueses frescos e de grande qualidade: no peixe, creme de camarão com gengibre (5€) ou choco frito com arroz de limão, tomate e coentros (15€); quanto à carne, o tradicional bife à portuguesa (16€) ou o lombo de porco com puré de batata doce e açafrão (15€).

Preço médio: 45€ para duas pessoas

Exercício físico ao ar livre

Parque da Paz

Este é, muito provavelmente, o melhor espaço da cidade de Almada para dar um simples passeio a pé, brincar com os mais novos ou fazer uma corrida. O Parque da Paz conta com cerca de 60 hectares e, além das zonas relvadas, tem zonas de descanso, mata, caminhos para andar/correr, um monumento à paz, lagos e fontes.

Monumento à Paz, da autoria de José Aurélio (Fotografia: flickr.com)

A fauna e a flora deste local são muito ricas: existem mais de 114 espécies de árvores, arbustos e herbáceas; as aves são o grupo mais fácil de observar, especialmente os patos e os cisnes dos lagos, calculando-se que, ao todo, sejam cerca de 60 espécies na área; existem ainda vários répteis e alguns anfíbios.

Fotografia: Sofia Baptista

O grande pulmão da cidade é da autoria do arquiteto paisagista Sidónio Pardal que, entre outros, concebeu o Parque da Cidade do Porto ou o Passeio Marítimo de Oeiras.

Sair à noite

Discoteca Ondeando

“Nos meus tempos de kizombeiro praticante era paragem obrigatória ainda quando estava na Costa. Agora em Corroios continua a ser um must”, conta Rui Unas sobre a Discoteca Ondeando, em Santa Marta de Corroios.

Fotografia: lisboaafricana.com

Com capacidade para 1500 pessoas, a discoteca tem três pisos, cada uma com uma pista de dança e ainda um terraço. É conhecida pela música africana e pelas festas temáticas que organiza.

Cultura

Teatro Municipal Joaquim Benite

Conhecido por Teatro Azul, o Teatro Municipal Joaquim Benite homenageia no seu nome o fundador da Companhia de Teatro de Almada e antigo diretor do reconhecido Festival de Teatro de Almada, que morreu em 2012.

O Teatro ainda com o nome anterior (Fotografia: contemporanea.com.pt)

Inaugurado em 2005, constituiu um forte impulso no desenvolvimento da cultura na cidade, especialmente na projeção do teatro mas não só, pois é palco de diversos espetáculos musicais e de dança e ainda de várias exposições. Proporciona também atividades para crianças e alguns café-concertos.

Depois de estar em cena de 21 a 28 de abril, a peça Os Migrantes voltará ao palco entre 3 e 14 de maio. É uma produção própria sobre a atual crise dos refugiados e com encenação de Rodrigo Francisco, diretor da Companhia de Teatro de Almada.

Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea

A Casa da Cerca começou a sua atividade no ano de 1993 com um grande projeto cultural que promove ações de aprofundamento da investigação e da divulgação da arte contemporânea.

O principal objetivo é promover as artes plásticas, especialmente a disciplina do desenho, através da realização regular de exposições e outras atividades relacionadas. Além de ser um centro de informação e documentação, apresenta ainda uma componente educativa. No miradouro com vista para o rio Tejo encontra-se um café com esplanada onde muitas vezes se realizam pequenos concertos.

Fotografia: Sofia Baptista

Possui também um jardim botânico, o Chão das Artes, inaugurado em 2001 e onde frequentemente são desenvolvidas atividades para crianças. Nele existe uma estufa, um herbário e um anfiteatro ao ar livre e organiza-se em torno de seis zonas estruturantes: Mata, Pomar das Gomas, Jardim dos Óleos, Jardim das Telas, Jardim dos Pigmentos e Jardim dos Pintores. Nestas áreas crescem plantas cujos componentes originam materiais utilizados nas artes plásticas.

Fotografia: Sofia Baptista

História

Fragata D. Fernando II e Glória

Na doca de Cacilhas é possível visitar, durante todo o ano, esta fragata do século XIX. É o último navio exclusivamente à vela da Marinha Portuguesa e encontra-se neste local para intervenções de manutenção e restauro.

Fotografia: Paul Bernhardt

As visitas aos seus quatro andares dão a conhecer mais da sua história através de um sistema sonoro que funciona como áudio-guia. O grande incêndio que sofreu em 1963 destruiu-a em grande parte e só em 1992 se iniciou a sua recuperação. A estrutura da fragata foi replicada com base nos seus desenhos originais, as louças da Vista Alegre baseiam-se nos exemplares daquela época e algumas das mobílias são originais daquele período.

Vista para o rio Tejo

Elevador Panorâmico da Boca do Vento

Inaugurado em 1999, o elevador liga o Miradouro da Boca do Vento ao Jardim do Rio. O miradouro localiza-se na parte histórica da cidade, denominada Almada Velha, e o jardim é o local ideal para um passeio à beira do Tejo. Tanto do topo do elevador como já lá em baixo podes desfrutar de uma das melhores vistas para a outra margem do rio.

Fotografia: Panoramio

Miradouro do Seminário de Almada

A paisagem é a mesma mas nunca é demais referir os locais que Almada oferece para a observarmos. O Seminário de São Paulo de Almada é um desses espaços e, além disso, é um local histórico fundado em 1935 mas cujo edifício existe desde 1569.

Fotografia: quintaisisa.blogspot.pt/