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Google adapta motor de busca para combater as “fake news”

A Google anunciou esta terça-feira, dia 25, a implementação de novas funcionalidades para combater as fake news. Com a prática cada vez mais frequente de disseminação de notícias falsas, as alterações da empresa norte-americana procuram detetar e contornar este tipo de informação.

Lembra: Google penaliza 340 sites de notícias falsas

O motor de busca da Google é o site mais visitado diariamente. Atualmente, o seu processo de recolha e seleção da informação, que vem a ser aperfeiçoado há quase 20 anos, enfrenta novos desafios: os sites de fake news, plataformas de disseminação – por vezes intencional – de informação falsa e/ou incorreta, com propósitos financeiros ou políticos. A deteção destes websites nem sempre é fácil, mas a empresa de Larry Page e Sergey Brin prepara novas formas de a melhorar.

Feedback do utilizador

Várias das alterações têm uma palavra em comum: feedback. A partir desta semana, é possível classificar, por exemplo, as sugestões de texto que a plataforma te oferece enquanto preenches o campo de pesquisa.

A função autocomplete da Google tem como objetivo facilitar a pesquisa do utilizador, mas nem sempre as sugestões são apropriadas. Através de uma pequena lista integrada no site, poderás classificar essas sugestões ou destacar alguma como ofensiva ou violenta.

Também será possível classificares os Featured Snippets, a informação destacada que surge no topo dos resultados.

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As novas funcionalidades permitem ao algoritmo da pesquisa a incorporação das várias opiniões no sistema de Inteligência Artificial, gradualmente fazendo desaparecer páginas que muitos considerem, por exemplo, racistas ou até fraudulentas.

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A luta pelo pódio na lista de resultados

O segundo âmbito de alterações prende-se com o ranking de resultados para cada pesquisa. O que o motor de busca nos responde, quando inserimos tópicos de pesquisa, resulta de uma seleção de milhares de milhões de endereços e conteúdos.

A razão de surgir um artigo de uma certa página e não de outra é o produto de um algoritmo com parâmetros como o histórico de pesquisas efetuadas pelo utilizador e as páginas mais procuradas na região. A Google propõe-se assim a alterar o peso dos vários parâmetros de forma a privilegiar páginas mais conceituadas. Uma redefinição do algoritmo, modificando o modo como o ranking é estabelecido.

Desde a criação da fórmula de ordenação de resultados, houve sempre quem tentasse ludibriá-la em seu proveito para “subir” no ranking de resultados. Detetando estas falhas e ajustando o algoritmo, a Google tornou-se na gigante de informação que é hoje. E numa altura em que uma nova falha é detetada, conta com todos nós e com o nosso feedback para novamente afinar a receita.

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