O Sofar Sounds subiu ao Terraço das Cantigas

A magia do Sofar Sounds está no secretismo que lhe é inerente. Em Lisboa, acontece duas vezes por mês. Em cada edição são dados três concertos intimistas para uma plateia exclusiva. A última foi no passado dia oito de abril e aconteceu no número 28 da Avenida Casal Ribeiro, no terraço da empresa Beta-i.

Já passava da hora marcada e à porta do edifício desenhava-se uma fila que confirmava aos mais perdidos que tinham chegado ao local certo. À chegada ao terraço do segundo piso, os cartazes (da autoria de Carline D’Almeida) e a mesa de venda denunciavam os artistas surpresa.

O Martim, Leo Middea e Galo Cant’Às Duas foram os três nomes que deram música à tarde quente do último sábado. A meia hora de cada concerto pareceu cada vez mais pequena à medida que o dia escurecia. Os últimos artistas a actuar, Leo Middeia e Galo Cant’Às Duas, não puderam assim resistir aos pedidos do público para mais uma música.

O Martim foi a primeira voz a soar no terraço, acompanhado pelo violoncelista António Quintino. Num tom sempre melódico, abriu o concerto com uma adaptação de Rodrigo Amarante, seguida de quatro músicas do último álbum do artista, Deixa o Tempo em Paz. No registo intimista próprio do projeto Sofar, O Martim marcou o seu concerto com Só de Pensar em Ti, a música que escreveu quando soube que ia ser pai.

Um curto intervalo separou as atuações d’O Martim e de Leo Middea, um jovem brasileiro de 21 anos que vive agora em Lisboa. O cantor e compositor já tinha estado presente numa edição de Sofar Sounds em fevereiro, mas o público não pareceu importar-se. Sentado e de guitarra ao colo, fez soar a voz de toda a plateia.

Leo também revelou o lado mais pessoal do seu álbum A Dança do Mundo. A segunda das quatro músicas que tocou foi escrita depois de uma conversa com a sua mãe, que o questionou sobre como faria da música a sua vida. Entrou a cem, mas pareceu ter saído a mil para o papel: e assim surgiu a música O Meu Público.

Três músicas não satisfizeram o público e Leo não demorou a retomar. Fechou assim o concerto com uma quarta música, Vento Bordeaux, que escreveu assim que pousou na capital portuguesa.

Depois de um palco preenchido com o sotaque do Brasil, vieram os Galo Cant’Às Duas, o duo português natural da cidade de Viseu. Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre trouxeram Os Anjos Também Cantam, o primeiro álbum da banda, lançado no passado dia 24 de março. Segundo os artistas, o disco conta a história de uma viagem, através de cordas e percussões. Marcha dos Que Voam abriu o concerto que terminou com Respira, a segunda faixa do álbum. Os músicos acrescentaram ainda que tocam as faixas do álbum por ordem, garantindo que o alinhamento foi, desta feita, uma excepção.

Os responsáveis pelo projeto confirmaram o sucesso do Sofar Sounds, que já chegou a Lisboa há três anos. Veio mesmo para ficar, e por isso a próxima edição é já no próximo dia 28. Para ficares sempre a par de todas as novidades, segue a página oficial do facebook do Sofar Sounds Lisboa.

Artigo redigido por Mariana Godet e Patrícia Nunes.

Fotografias por Patrícia Nunes.

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