‘Abril em Lisboa’ para celebrar a Revolução dos Cravos

A Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) apresentou o programa Abril em Lisboa para as comemorações do 43.º aniversário da Revolução dos Cravos.

O objetivo é o não esquecimento deste acontecimento marcante na História de Portugal, assim como recordar “o património comum de resistência artística que inspirou e inspira ainda os movimentos de cidadania”, segundo a organização.

Exposição da “Operação Condor”

Um dos destaques da programação é a exposição Operação Condor, de João Pina. No ano em que Lisboa é Capital Ibero-Americana da Cultura, o fotógrafo português apresenta o resultado de nove anos de investigação e recolha de imagens. Trata-se de uma homenagem às vítimas de uma aliança político-militar durante a Guerra Fria entre as ditaduras de seis países latino-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

A curadoria é de Diógenes Moura e a par da exposição, patente no Torreão Poente da Praça do Comércio entre 21 de abril e 18 de julho, é reeditado o livro Condor com a finalidade de perpetuar este trabalho além da mostra temporária.

Política e cidadania

Outra atividade na agenda é o Festival Política que decorre nos dias 20, 21 e 22 de abril. O Festival inicia-se no dia 20, pelas 18h30, na Rua Garrett, com declamação de poesia política por Nuno Moura. No dia seguinte, no Cinema São Jorge, reflete-se sobre a abstenção eleitoral e o afastamento das pessoas da política com recurso a workshops, filmes, debates e atividades para crianças.

Destaca-se um encontro em que os cidadãos que se inscrevam poderão conversar durante cinco minutos com cada um dos sete deputados representantes dos partidos com assento na Assembleia da República.

Na noite de 24 de abril a Praça do Comércio recebe as Canções para Revoluções, um espetáculo com as músicas de intervenção associadas a momentos políticos marcantes, numa celebração de um património comum aos povos ibero-americanos. Estarão presentes artistas como António Zambujo, Vitorino e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Cinema e Censura

A sala de projeção privada do antigo edifício da Rank Filmes, ao lado do Cinema São Jorge, será aberta de forma simbólica para mostrar, entre 22 e 24 de abril, Alguns Cortes: Censura, um filme de Manuel Mozos. Nesta sala terão sido visionados vários filmes pela Comissão de Censura aos Espetáculos e este filme inclui cortes feitos no período entre 1950 e 1972.

Outras atividades

O Museu do Aljube será um espaço central nestas comemorações enquanto palco de diversas atividades, entre as quais visitas guiadas, exposições e conversas com ex-presos políticos do Aljube ou de outras prisões políticas do período entre 1926 e 1974.

Outras atividades da programação são a reabertura do Palácio Baldaia, na freguesia de Benfica, no dia 25 de abril; a exposição Tempo Depois do Tempo – Fotografias de Alfredo Cunha 1970-2017, na galeria municipal do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, patente até ao dia 25 de abril; a exposição Estranhos dias recentes de um tempo menos feliz, com curadoria de Hugo Dinis, no Atelier-Museu Júlio Pomar até 21 de maio.

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