A Primavera já chegou, os primeiros raios de sol aparecem, ainda que tímidos, e convidam-nos a sair com amigos, conviver e petiscar. Em Lisboa ou no Porto, procurámos os três melhores locais onde possamos comer, petiscar ou trincar qualquer coisa, na Capital ou na Invicta.

Porto

Museu d’Avó

Para os amantes de petiscos, o Museu d’Avó parece a solução perfeita na cidade do Porto. A carta procura trazer o melhor da finger food portuguesa, em pratos que vão de um simples chouriço assado aos cogumelos salteados com alho ou a miolo de camarão frito em azeite e alho. Para acompanhar, o espaço – que detém uma decoração peculiar, digna de casa de avó – conta com uma carta de vinhos e uma sangria que se recomenda por experiência própria.

Podemos encontrar o restaurante na Travessa de Cedofeita n.º 56.

Santiago

Quando falamos de Francesinhas, o assunto gera discórdia dentro da própria Invicta. Poderíamos apontar uma lista de sítios onde comer a melhor francesinha, acreditem que a mesma iria ser extensa, mas foi no Santiago – junto ao coliseu do Porto– que descobri a melhor e mais bem servida iguaria do Porto. Para além da tradicional ou da especial, poderá encontrar a Francesinha em cachorro – caricato, bem sabemos – mas com bastante procura, sobretudo pelo público que não consegue degustar um prato inteiro!

Caves do Vinho do Porto

Optar pelos hits da cidade poderia ser uma recomendação segura, para quem visita a Lisboa nortenha. Mas seria ingrato passar pelo Porto e não fazer referência à sua mais próxima rival, Vila Nova de Gaia. A Almada portuense esconde o tesouro da Invicta nas caves que dão nome ao vinho que tornou a cidade famosa.

O Vinho do Porto e as suas caves, na margem de Gaia, são o que de mais precioso nos reserva o Porto. Sozinho ou com amigos, a recomendação é um cálice; a acompanhar doces ou salgados, este vinho de Portugal – como cantavam os extintos Donna Maria – é adequado a qualquer circunstância.

Lisboa

Cacho Dourado

Situado junto ao coração da cidade de Lisboa, o Cacho Dourado apresenta-nos um prato que curiosamente é típico de capital: Iscas com todos. Este prato, para muitos não favorito e cujo acompanhamento deverá ser sempre com batata cozida – à maneira tradicional – e não batata frita – à maneira moderna –, é um ex-libris deste restaurante junto ao Marquês de Pombal.

“Estás mal disposto? Come uma isca”, seria um bom pregão que os lisboetas poderão lançar aos Tripeiros, nesta guerra de quem dá mais, na arte de comer.

Pastéis de Belém

A  história dos pastéis remonta a alguns séculos atrás, ao Mosteiro da Ordem de São Jerónimo, actualmente, Mosteiro dos Jerónimos. A receita, só é sabida pelo chef da cozinha dos Pastéis de Belém e é sabida parcialmente por todos os membros da cozinha.

O segredo? Comer um pastel quente e entender a que sabe Lisboa. Actualmente surgiram outras casas que produzem réplicas – algumas mais baratas, outras nem tanto –, mas o tradicional pastel lisboeta, come-se em Belém! Consegue encontrar uma caixa por 6€!

A Valenciana

Se veio ler este artigo a pensar que eu ia fazer publicidade ao Pito na Brasa do chef Olivier, esqueça. Se quer ter a experiência de frango na brasa da sua vida, é ao restaurante A Valenciana – junto a Campolide – que se deverá dirigir! Para além desta iguaria, que safa qualquer estudante universitário em época de exames ou mãe sem tempo para “aquele jantar” durante a semana, um franguinho é sempre uma boa opção. Nem o incêndio que o restaurante sofreu, fez o espírito morrer e a clientela fugir, porque quando se é fã, não é necessário ter um chef para fazer da sua receita de frango no churrasco, a melhor do mundo!

Lisboa ou Porto? Quem ganha à mesa? Levará a Capital a sardinha de ouro ou ficarão os Tripeiros com o cálice dourado?

Sendo suspeito para falar, pois sou um alfacinha de gema, temo que a batalha tenha sido ganha pelo norte… Os nortenhos sabem receber como ninguém, são óptimos “garfos” e dispõem de uma boa disposição acima da média, que os mouros deveriam tentar igualar.

O indiscutível vencedor deste duelo? Porto!