Esta semana, foi Rumplestiltskin (Robert Carlyle) quem tomou o palco principal em Once Upon a Time e viemos a descobrir que, surpreendentemente, ele não é assim tão mau. Apenas se tornou num vilão às custas de outrém. O novo episódio, intitulado Ill-Boding Patterns, estreou no canal ABC no dia 19 de março.

Na Floresta Encantada

Há muitos anos atrás, Beowulf (Torstein Bjørklund) lidera as suas tropas durante a Primeira Guerra dos Ogres. Quando a situação parece estar negra, Rumplestiltskin entra em cena e derrota os monstros, tomando os lucros da vitória. Relembrando que, nesta altura, embora ele já fosse o Sinistro, ainda não tinha maldade dentro de si.

Invejoso da situação, Beowulf constrói uma armadilha para destronar Rumplestiltskin. Não confiando nas suas próprias capacidades e na tentação de ceder à magia negra, Rumple decide deixar a sua adaga ao encargo do filho, Bealfire – agora interpretado por um ator diferente, Brandon Spink. A mudança foi estranha mas suportável.

Embora Beowulf eventualmente mude de ideias e se retire, Bealfire teme pela sua ameaça iminente e usa o poder da adaga para comandar Rumple, de modo a que este mate Beowulf – tragédia que, infelizmente, acaba por acontecer. De modo a remediar a situação, Rumple decide dar uma poção de esquecimento ao filho, restaurando-lhe a inocência.

Moral da história: Rumple nunca foi puramente mau. Mas isso nós já sabíamos. O seu primeiro ato de malvadez (homicídio) foi cometido a mando do próprio filho. Rumple decidiu apagar a memória do jovem e viver com esse peso na consciência. E não nos esqueçamos de que, durante muitos anos seguintes, Bealfire criticou o pai pelo uso da magia negra. Quando afinal foi ele o culpado em primeiro culpado. Embora eu não tenha morrido de amores por este episódio, admito que foi uma revelação, no mínimo, interessante.

Em Storybrooke

Nos dias de hoje, Rumple e Belle (Emilie de Ravin) continuam à procura de Gideon (Giles Matthey), que continua decidido em matar Emma (Jennifer Morrison), de modo a poder roubar o seu estatuto de Salvadora. Aparentemente, nesta família o lema é “os meios não justificam os fins”.

A espada necessária para matar Emma está quebrada e Rumple revela que tal foi criada graças à magia da Fada Azul (Keegan Connor Tracy). Como tal, de modo a impedir o filho a cometer (mais um) erro, Rumple decide ser ele próprio a extrair toda a magia da Fada Azul, de modo a construir novamente a espada. A Fada Azul parece estar morta, mas nesta série o estatuto de falecido parece não durar muito tempo, portanto não estou preocupado.

Com a Fada Azul inconsciente e Gideon novamente à solta, Belle congratula Rumple por, pela primeira vez em muito tempo, ter tomado a escolha certa, colocando o bem dos outros à frente do seu. Isto é um pouco questionável – não nos esqueçamos de que alguém morreu pelo caminho. Mas enfim.

E o resto dos protagonistas?

Posso adiantar já uma das melhores partes do episódio. Após muito nervosismo e hesitação, Hook (Colin O’Donoghue) descobre que Emma encontrou o anel de noivado na gaveta. A ocasião perfeita para ele se colocar finalmente de joelhos e lançar a pergunta mágica. A resposta é, obviamente, sim! Apertem os cintos, camaradas, um casamento está para breve!

Enquanto isso, Robin (Sean Maguire) continua com a magia que roubou de Regina (Lana Parrilla) e eis que entra em cena Zelena (Rebecca Mader) para piorar a situação. A bruxa verde diz que uma das poções consegue destruir o feitiço à volta da cidade, garantindo a liberdade de ambos. Está, portanto, na altura de unir forças.

Regina, contudo, avisa que a poção não funcionará, o que acaba por se revelar verdade. Ela decide aceitar finalmente que este não é o “seu” Robin e promete que fará os possíveis para o ajudar a ser feliz, mesmo que isso implique vê-lo ir embora. O crescimento de Regina enquanto personagem é oxigénio para os meus pulmões.

Robin, contudo, não está nem para aí virado. Ele decide pegar na Rainha-Má-em-formato-cobra e libertá-la com o que restou da poção. Sim, como se já não bastasse termos Gideon à solta, agora a Rainha Má também está oficialmente de volta!

Volto a repetir o que disse na semana passada: embora seja bom ter um foco maior em determinados protagonistas, esta temporada da série parece não ter qualquer fio condutor e tudo parece ser atirado ao ar à última da hora. Já para não falar de que, se queriam trazer Robin de volta, esta foi a pior forma de o fazerem.

NOTA: 5/10