A Polimind lançou uma campanha de crowdfunding para financiar o seu projeto de peças de design únicas, promotor do espírito mãos na massa e que promete revolucionar a decoração de interiores apenas com recurso a papel (e um pouco de fita adesiva).

Fundada pela portuguesa Andreia Cabanas e o sérvio Dusan Cvetkovic, a startup desenvolve kits com designs únicos em papel. As peças, já cortadas e pré-dobradas, montam-se como um puzzle em 3D. De mapas do mundo a criaturas míticas, há módulos de todas as cores e feitios.

Andreia e Dusan conheceram-se num estágio de arquitetura na Tunísia e, ambos apaixonados por modelação 3D e decoração de interiores, acabaram por ter a ideia quando decidiram que estava na altura de personalizarem o seu apartamento.

O processo de construção de um design começa sempre pela pesquisa. Procura-se por imagens de referência que possam ser utilizadas como base para desenhar o modelo em software de modelação de objetos em 3D. Aplicam-se e otimizam-se os polígonos para a forma e expressão que se pretende e, posteriormente, a planificação é realizada em 2D. Antes de se dar o trabalho por finalizado, imprime-se e monta-se o modelo para detetar quaisquer ajustes que sejam necessários fazer.

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É precisamente da vontade de transformar polígonos em representações quotidianos ou do nosso imaginário que nasceu não só o conceito como o nome do projeto. Polimind resulta da junção das palavras Polygons e Mind, que significa “Mente de Polígonos”.

A primeira peça criada, um Mocho, não tardou a receber elogios e, no verão de 2016, transformou-se no símbolo de Polimind, o projeto que dá vida, cor e feitio a peças de papel. Os artigos ainda não estão à venda, mas é possível, através da campanha que está a decorrer, fazer pré-encomenda dos seis modelos disponíveis: a Estátua da Liberdade, dois Dragões, o deus egípcio Osíris, o Mapa do Mundo e, claro, o Mocho.

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Os modelos são bastante fáceis de montar, bastando seguir as instruções e juntar todas as peças com recurso a fita adesiva de dupla face em vez do tradicional uso de cola líquida que, para além de tornar o processo mais demorado, permite pecar por excesso. A fita adesiva, pelo contrário, garante a perfeita adesão do papel e permite controlar melhor a colagem, tornando o processo mais fácil, limpo e eficaz.

“No website da Polimind temos vídeos demonstrativos da construção e as instruções incluídas no kit explicam com detalhe o processo. Cada peça tem um número que guia na construção do modelo. Após organizar as peças por ordem (1,2,3,..), aplica-se a fita cola adesiva de dupla face nas abas da peça e cola-se à peça com o número correspondente (por exemplo, a peça 1, cola à peça 2). Dobra-se o papel pela pre-dobragem e peça a peça, o puzzle passa de 2D a 3D!”, explica Andreia Cabanas.

Para além de divulgar a marca, o objetivo é sobretudo arranjar financiamento para adquirir todo o equipamento e materiais necessários à produção de artigos em grandes quantidades.