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Bones 12×10: será possível ter paixão pelo trabalho?

Estamos no antepenúltimo episódio de Bones e, à semelhança de toda esta última temporada, este episódio veio trabalhar uma temática importante: o amor pela carreira… ou, quem sabe, a falta dele. The Radioactive Panthers in the Party estreou no canal FOX no dia 14 de março.

A primeira surpresa desta semana é o regresso da adorável Betty White enquanto doutora Beth Mayer, que anuncia que decidiu finalmente reformar-se. Embora ela esteja claramente numa idade avançada, Mayer diz que tomou tal decisão por achar que já não estava apaixonada pelo seu trabalho como antes.

A vítima desta semana é Ronald Bergman, um produtor de anúncios televisivos que, aparentemente, se achava demasiado bom para a sua área e decidiu começar a fazer filmes. Claro que a sua primeira tentativa foi ridícula: um filme sobre panteras radioativas que invadem uma festa. Enfim.

No laboratório, o estagiário desta semana é Wendell (Michael Grant Terry), que tem estado a debater-se sobre que tema escolher para a sua tese de doutoramento. Acho que já todos sabemos onde é que isto vai parar.

Brennan (Emily Deschanel) tenta aconselhá-lo, falando-lhe das cinco teses que escreveu nos seus anos de juventude e encorajando-o a descobrir aquilo que o fascinou no ramo da antropologia. Wendell sempre foi dos meus estagiários favoritos – ou talvez até o favorito – e foi bom ver Brennan mostrar tal preocupação.

Booth (David Boreanaz) decide colocar Aubrey (John Boyd) ao encargo do crime desta semana e ele dedica-se totalmente à situação: os suspeitos incluem atores frustrados, atrizes despedidas, diretores que queriam ascender ao lugar de Ronald, entre outras. No meio de um filme tão mau, há até suspeitos a mais.

A meio do episódio, Brennan e Angela (Michaela Conlin) têm uma conversa sobre se é possível amar aquilo que se faz. Angela é da opinião que a maioria das pessoas não gosta do seu trabalho e, mesmo aquelas que gostam, não podem basear o seu desempenho na simples paixão. Há sempre algo mais para além da paixão. É por estas e por outras razões que eu adoro Angela do fundo do coração.

Aubrey, efetivamente, consegue fazer um excelente trabalho. Após algumas voltas e solavancos, ele consegue encurralar a assistente de Ronald, de nome Linda, e levá-la a confessar que foi ela quem cometeu o crime, por querer tomar o lugar do patrão. De modo a recompensá-lo pelo bom trabalho, Booth puxa uns cordelinhos e consegue uma promoção para Aubrey. Bem merecida! Dez pontos para Gryffindor!

No final, Brennan decide ser honesta com Wendell e dizer-lhe que, provavelmente, o coração dele não está virada para a antropologia e que ele é demasiado inteligente para gastar o seu tempo em algo que não ama. Embora ela insista que isto não é um despedimento, Wendell decide encolher os ombros e aceitar o seu destino.

O sentimento de “amar a carreira” foi posto numa fasquia definitivamente elevada. Wendell trabalhou forte e duro para chegar onde chegou e, lá porque não mostra paixão da mesma maneira, não quer dizer que não a tenha. A atenção e carinho por parte de Brennan foram louváveis mas o jovem era provavelmente a última pessoa que merecia tais palavras. Eu sei que gosto demasiado de uma série quando fico frustrado com estes pequenos pormenores.

NOTA: 7/10

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