Já não me lembro de quantos meses passaram desde a última vez que vimos Once Upon a Time mas a sexta temporada está finalmente de volta e, entre dois mundos distantes, há muita coisa a acontecer. Portanto vamos lá ao que interessa. O novo episódio, intitulado Tougher Than The Rest, estreou no canal ABC no dia 5 de março.

No início do episódio, vemos Emma em criança (Mckenna Grace) a viver nas ruas, até que um jovem lhe conta a história do patinho feio, dizendo que todos nos podemos tornar lindos cisnes se tivermos fé. Foi daí que Emma retirou o seu último nome: Swan. Novidades sobre isto mais adiante.

Na realidade alternativa

Emma (Jennifer Morrison) e Regina (Lana Parrilla) continuam presas na “terra dos desejos”, após serem assaltados por Robin Hood (Sean Maguire) e perderem a viagem de volta a casa. Como se isso não bastasse, a versão alternativa de Henry (Jared S. Gilmore) anda atrás da rainha, portanto é hora de fugir!

Felizmente, Emma decide contactar Pinóquio (Eion Bailey), visto que foi o pai dele que fez o armário original que os transportou originalmente para Storybrooke, no início da série. Infelizmente, nesta realidade, o pai de Pinóquio já não é vivo. Enquanto ele e Emma discutem sobre a próxima jogada, Regina escapa para ir atrás de Robin.

Há vários pormenores aqui que me estão a incomodar. Esta é uma realidade alternativa, em que cada um tem uma vida diferente, mas ainda assim Pinóquio é o único que acredita na duas protagonistas? E, sabendo que nada disto é real, Regina continua a insistir em salvar Robin e remexer no seu próprio luto? Enfim, adiante.

Regina e Robin começam a trocar impressões num bar mas eis que entram os soldados do palácio. É o dia de sorte para estes: conseguem prender a rainha má e um ladrão. Estando enjaulados, Regina explica ao amado a criação desta realidade alternativa e a sua relação com o verdadeiro Robin.

Do outro lado da floresta, Emma e Pinóquio começam a pôr mãos à obra mas são interrompidos pela versão alternativa de Hook (Colin O’Donoghue): de cabelos cinzentos, gordo e com uma clara falta de higiene. Hook é simplesmente hilariante e acaba por ser derrotado em dois segundos. Mas gostei do pormenor.

Regina e Robin conseguem escapar dos soldados mas acabam por ser capturados por Rumplestiltskin (Robert Carlyle) – aparentemente, nesta realidade, a Rainha Má deixou Belle (Emilie de Ravin) morrer à fome, portanto o vilão quer vingança. Felizmente, Robin parece começar a gostar de e a acreditar em Regina, e usa as suas técnicas de ladrão para os libertar da jaula. Não se pode travar o verdadeiro amor, suponho?

Posto isto, Pinóquio consegue (finalmente!!!) acabar o armário e Emma e Regina estão prontas para voltar a casa. Esta última decide disparar um tiro no escuro e pedir a Robin que venha com elas. Surpreendentemente, ele aceita, até porque parece que ele é um homem perseguido nesta terra.

Em Storybrooke

Gideon (Giles Matthey) explica que no universo da Fada Negra o tempo evolui muito mais depressa, daí ele ser já um adulto. Pelos vistos, a Fada Negra tratou-o abaixo de cão e ele está agora à procura de ganhar o estatuto de Salvador, de modo a poder regressar ao tal mundo e travar o reinado da sua própria avó.

Eu continuo a achar um desperdício nem sequer termos visto o filho de Rumple e Belle a crescer. Esta série joga com mundos, famílias e linhas temporais de uma forma que acaba por se tornar um pouco ridícula. E agora já estamos a falar de outro mundo (em quantos já vamos?), dominado por uma personagem que apareceu apenas num episódio?

Enfim, claro que o plano de Gideon inclui matar Emma, para se poder tornar no dito Salvador. Por falar nela: ela, Regina e Robin conseguem efetivamente viajar em segurança de volta para Storybrooke, deixando toda a gente confusa com o reaparecimento de alguém que estava supostamente morto.

Emma e Gideon, conforme as visões dos episódios passados, acabam por se confrontar no meio da rua e Emma, estilo patinho feio transformando-se em cisne, acaba por usar a sua magia e sair vencedora, deixando Gideon escapar. Enquanto este promete que a sua vingança ainda agora começou, Rumple e Belle concordam em trabalhar juntos para travar o filho.

Embora haja várias coisas que não façam sentido, tenho de admitir que isto é Once Upon a Time e já estou um pouco habituado. Posto isto, quase tudo neste episódio foi absolutamente mágico: o regresso de Pinóquio, a reviravolta de Robin, a origem do nome Swan e, quem sabe, uma reconciliação entre Rumple e Belle. Uma boa maneira de rematar esta segunda metade da temporada.

NOTA: 9/10