Ainda estamos todos em choque com a morte súbita de Rayna (Connie Britton), a personagem principal desde o primeiro dia em que Nashville nasceu. Ainda assim, a tragédia continua a servir para momentos e atuações magníficas. O novo episódio, intitulado I’ll Fly Away, estreou no canal CMT no dia 2 de março.

O velório é conduzido na casa da própria artista, contando com o regresso de Tandy (Judith Hoag) e Teddy (Eric Close), que aparentemente recebeu liberdade temporária da prisão. Enquanto toda a gente está dominada pelo choque e pelas lágrimas, é Scarlett (Clare Bowen) que mantém a postura e lidera a situação.

Nesta ocasião, há um momento lindo, em que todos os protagonistas se reúnem no sofá, recordando o impacto que Rayna teve nas suas vidas. À medida que olham para a pequena filha de Juliette (Hayden Panettiere), concluem que a vida, apesar de por vezes cruel, continua a ser linda e tem de ser sempre continuar.

Por falar em Juliette, a cerimónia de prémios da CMT contará com um tributo a Rayna e é ela a escolhida para tomar o palco e cantar uma das músicas da falecida, de nome Sanctuary. Juliette, claro, quer fazer justiça à sua mentora e acredita que este também será o seu regresso perfeito ao mundo da música.

No dia seguinte, tem um encontro com uma advogada e ela explica que Rayna não deixou quaisquer indicações relativas às suas filhas no caso da sua morte. Como tal, Teddy é legalmente o guardião designado para as irmãs. Deacon (Charles Esten), obviamente, não aceita isto de ânimo leve e a situação parece estar prestes a ir a tribunal.

Enquanto isso, Will (Chris Carmack) e Zach (Cameron Scoggins) têm passado muito tempo juntos, a passear em museus e coisas que tais. Com a tragédia da semana passada, os dois concluem que a vida é mais bonita se for vivida com alguém ao lado e acabam por se beijar. Embora eu sinta que esta relação foi um pouco acelerada, teve até o seu quê de verídico: os dois decidiram conhecer-se primeiro e acabaram por se apaixonar involuntariamente.

Deacon está demasiado exausto e abalado para entrar numa guerra e acaba por ceder a custódia das filhas a Teddy. Claro que nem Maddie (Lennon Stella) nem Daphne (Maisie Stella) gostam da ideia, pois elas já tinham começado a olhar para Deacon como um pai. Sejamos sinceros, nem nós gostamos minimamente de Teddy. Ele não faz falta nenhuma na série.

Chega o dia do espetáculo e Juliette acaba por concluir que não deve ser ela a realizar o tributo. Como tal, chama Maddie ao palco e ela consegue apenas cantar alguns versos da música antes de se desmanchar em lágrimas.

Felizmente, Deacon e Daphne vêm em seu socorro e os três acabam por se render à música, com fotos de Rayna no ecrã por trás. Enquanto o público aplaude de pé, eu próprio comecei a chorar, na certeza de que este foi, de longe, o momento mais bonito de toda a série. Ao ver a dinâmica do trio, Teddy acaba por ceder a custódia das filhas a Deacon.

Como referi na semana passada, a perda de Rayna possibilitou que os protagonistas se reunissem como nunca antes e mostrassem o quão bons atores e excelentes atrizes verdadeiramente são. Este foi dos melhores episódios alguma vez criados na série e, embora com uma grande carga dramática, tudo foi feita da forma mais bonita possível.

NOTA: 10/10