Mais um fim-de-semana, mais escolhas para o Festival Eurovisão da Canção. Foram mais seis países a decidir as suas canções vencedoras nos últimos sete dias. 

Contam-se agora como 23 as canções conhecidas, num ano em que o evento conta com 43 países concorrentes. O Espalha-Factos está acompanhar esta corrida há duas semanas, tendo lançado uma primeira e alargada edição na primeira semana do Festival da Canção e uma segunda leva no dia da segunda semifinal.

Áustria: Nathan Trent – Running on Air

Os austríacos avançam este ano com uma seleção interna. Running on Air foi escrita e composta pelo próprio vocalista, Nathan Trent, com o apoio do músico Bernhard Penzias. Depois de, em 2016 ter tido uma música totalmente em francês, este ano a escolha segue a maioria e é uma música inteiramente interpretada em inglês.

Parecemos adivinhar, no palco eurovisivo, uma interpretação minimalista ao jeito “boy with a guitar“, totalmente alicerçada no carisma e simpatia de Nathan. Já não existe a ‘canção eurovisiva’ e o sucesso ou insucesso desta aposta vai depender inteiramente da produção televisiva que ilustrar esta música, que bem podia ser um tema romântico de um filme para adolescentes.

Chipre: Hovig – Gravity

A música do Chipre vem das mãos de um dos veteranos do Festival: Thomas G:son. O sueco é o arquiteto de sete dezenas de canções participantes em finais nacionais. Chegou à Eurovisão por doze vezes, uma das quais com uma vitória: Euphoria, a canção sueca de 2012.

Em Gravity os refrões fortes, uma tradição nas músicas de G:son, juntam-se a sons eletrónicos aqui sincopados com palmas sintetizadas e a piscar o olho ao rock.

Croácia: Jacques Houdek – My Friend

A Croácia já revelou a sua escolha. My Friend junta os truques das grandes baladas pop ao virtuosismo da ópera, numa mistura que não se fica por aqui e que também se estende aos idiomas: inglês e italiano.

Parece um dueto, mas não é. A voz é sempre de Jacques, numa interpretação de grande complexidade e polivalência. Jogada arriscada, mas que sem dúvida levará o músico croata a uma atuação memorável. Resta saber se por bons ou maus motivos.

Estónia: Koit Toome & Laura – Verona

A Estónia volta a apostar num dueto para conquistar o palco da Eurovisão. Koit e Laura apresentam-se com Verona, naquela que pode ser caraterizada como uma aposta bastante conservadora por parte do país báltico. É uma música pop sem grande originalidade, aquela que o duo interpreta.

Os dois cantores, que não têm a melhor química do ano, desafiam-se sucessivamente em duelos de falsetes. Três minutos de grande teatralidade e que podemos resumir numa só palavra: cheesy.

Letónia: Triana Park – Line

Continuamos pelo Báltico, mas agora para algo completamente diferente. O grupo Triana Park apresentou-se com a eletrónica Line e promete dar seguimento à linha alternativa pela qual o país optou em 2016, quando Justs levou a Letónia de regresso à Grande Final com Heartbeat.

A vocalista lembra-nos uma versão lavadinha de Harley Quinn. O cenário em palco acentua as reminiscências em relação ao ambiente visual do filme Suicide Squad. É uma entrada de peso e de grande impacto cénico, com a realização do Supernova – a final nacional letã – a favorecer isso mesmo.

Países Baixos: OG3NE – Lights and Shadows

Este ano os holandeses apostam num trio. As OG3NE vão dar continuidade ao caminho de ‘pop-rock FM‘ que tem caraterizado as apostas dos Países Baixos. Um autêntico hino de Natal, ao qual só ficam a faltar os sininhos, até tem direito a um momento de ‘clap along‘.

Vai dar um bom momento na arena da Eurovisão, mas também podia fazer parte da banda sonora do próximo High School Musical.

Este domingo Portugal vai ficar a conhecer a sua música representante na Eurovisão. Oito finalistas lutam por um lugar no certame europeu, em Kiev.