Paris é conhecida como cidade da luz e do amor. Mas também como uma das capitais da moda, onde emergiram grandes marcas como a Chanel, Chloé, Louis Vuitton e Dior. No entanto, a cidade não tinha nenhum museu com uma coleção permanente de moda. Existem apenas exposições temporárias no Palais Galliera.

Assim, a presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, decidiu criar salas com exposições permanentes no Palais Galliera. Esta ideia foi apoiada pela Chanel, que irá investir cerca de 5,7 milhões de euros para a tornar possível, preservando a posição de Paris como capital da moda.

“Esta iniciativa representa um último compromisso com a criatividade e força de Paris, que estão no coração da atividade da Chanel”, explica Bruno Pavlovsky, presidente da marca francesa. “Apoiar uma instituição como o Palais Galliera faz parte da nossa missão de dar vida à história da moda.”

As obras financiadas pela Chanel como patrocinadora exclusiva deverão estar concluídas em 2019. O museu passará a ter várias salas dedicadas à história da moda desde o século XVIII até à atualidade, abertas todo o ano. Numa homenagem à fundadora da Chanel, as salas chamar-se-ão The Gabrielle Chanel rooms (em português, as salas de Gabrielle Chanel).

O espaço onde estará a exposição permanente, que será na cave do edifício, terá também uma livraria e um local dedicado a workshops. Já no piso térreo continuarão a ser apresentadas exposições temporárias.

Desde a sua reabertura em 2013, este museu tem organizado apenas exposições temporárias, selecionadas pelo seu diretor, o historiador Olivier Saillard. Entre estas, o edifício fechava ao público. Com a criação destas novas salas com uma coleção permanente, o Palais Galliera torna-se o único museu de moda francês aberto o ano inteiro.

A partir de 8 de março é possível visitar a exposição Balenciaga, l’Oeuvre au Noir, sobre a obra do designer espanhol Cristóbal Balenciaga.