No próximo sábado, dia 4 de março, será inaugurada mais uma exposição da iniciativa que celebra Lisboa como Capital Ibero-Americana da Cultura em 2017. Armindo Cardoso apresentará a sua exposição de fotografia Heróis, Povo e Paisagem chilena, que será acompanhada pela presença do chefe Kiko.

Lisboa foi eleita capital Ibero-Americana da Cultura pela união das cidades capitais Ibero-Americanas (UCCI). Com o mote “Passado e Presente” decorrem até ao fim do ano iniciativas no âmbito da música, cinema, teatro, gastronomia ou dança.

Entre as mais de 150 atividades planeadas, a exposição do fotógrafo Armindo Cardoso inicia-se já este fim-de-semana e conta com mais de 4000 negativos que retratam os tempos que viveu no Chile. A apresentação vai decorrer na Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva.

Obrigado a sair de Portugal em 1965 e tendo vivido exilado em França até 1969, Armindo Cardoso partiu nesse ano rumo ao Chile, onde se tornou fotojornalista e captou o ambiente do país. Retratos de artistas, políticos e intelectuais como Carlos Droguett, Raúl Ruiz, Miguel Enríquez e Salvador Allende, da vida quotidiana das populações e das manifestações populares chilenses são alguns dos exemplares expostos na exposição.

A inauguração será acompanhada pelo chefe Kiko e as especialidades que traz do seu restaurante A Cevicheria. O chefe pretende celebrar a cultura ibero-americana a partir de pratos como  gaspacho verde e cavala, ceviche puro, ceviche de salmão e a sobremesa de quinoa, maracujá e goiaba.

A presença do chefe decorre da atribuição do prémio 2 Garfos ao seu restaurante A Cevicheria no âmbito do concurso gastronómico Lisboa à Prova, iniciativa que decorreu no passado mês de fevereiro e cujos vencedores participariam nas atividades do programa de Lisboa – Capital Ibero-Americana da Cultura.

Sobre Lisboa – Capital Ibero-Americana da Cultura

Esta é já a segunda vez que Lisboa é eleita Capital Ibero-Americana da Cultura. A primeira foi em 1994, ano em que foi também Capital Europeia da Cultura. Durante este ano a cidade vai representar a diversidade cultural, geográfica, linguística e artística dos vários países membros do UCCI, que reúne mais de 120 milhões de pessoas.

O Passado (nem sempre heróico) será homenageado e a criatividade e reflexão do Presente serão celebradas nesta iniciativa que move centenas de participantes, entre artistas, músicos, produtores e professores.