Verbivocovisual pode parecer uma palavra complicada, mas é bem simples, tal como a sua definição. Esta aplica-se a poesia que se assume além da verbalização, como, por exemplo, poesia sonora ou visual. É também o nome da exposição de Américo Rodrigues, que terá duas visitas guiadas, nos dias 2 e 3 de março, na galeria Zé dos Bois, em Lisboa.

Américo Rodrigues, nascido na Guarda, estudou Língua e Cultura Portuguesa e Ciências da Fala. Tendo como base estes conhecimentos, construiu um laboratório de experimentação onde o principal instrumento é a sua voz, exposta em espetáculos ao vivo ou em gravações.

A exibição desta poesia experimental e concreta – realizada entre 1960 e 1975 e apelidada de primeira geração de poesia experimental portuguesa -, reúne cerca de 150 peças que se apresentam nos mais variados estilos, desde obras a documentos, filmes ou publicações.

Porta-Voz, um dos discos de Américo Rodrigues

Nesta sessão dupla o público poderá assistir à interpretação, pelo autor, de obras de Ernesto Melo e Castro, Salette Tavares, António Aragão, Ana Hatherly ou José-Alberto Marques, afirmando-se como uma oportunidade de se deixar levar por um dos fenómenos artísticos que não se atrasou na chegada a Portugal.

Verbivocovisual mantém-se em exposição até 15 de abril, de quarta a sábados, com horário entre as 19h e as 23h. A entrada tem o custo de 2 euros.

O Espalha-Factos deixa, ainda, para os mais curiosos, uma performance de Américo Rodrigues.