O final do inverno traz-nos de volta as semanas de moda e com elas, criadores e criados confluem nas passerelles, nas ruas e nos bancos de imagens. Ditam tendências, gritam o que se deve ou não vestir, salvaguardam a liberdade individual de cada um e condenam quem como eles não se apresenta.

Pelas semanas de moda de Nova Iorque, Milão e Londres, passaram algumas das marcas e nomes mais icónicos desta indústria, outros tantos que estão agora a dar os primeiros passos, mas parece cada vez mais real que é fora das passerelles que se faz moda.

Dos influencers aos bloggers, não esquecendo stylists, manequins, editores de revistas ou figuras públicas, todos procuram os seus cinco minutos de fama e um frame certeiro, para pessoas como eu versarem breves palavras.

Da cidade que nunca dorme às terras de Sua Majestade, passando pela bella Milão, as fashion weeks e as ruas passam a ser o cenário onde tudo pode acontecer, o ponto de partida, o ponto de chegada e o cruzamento entre diferentes tribos. Punks, betos, góticos, fashion victimshipsters, todos assumem o mesmo espaço e protagonismo, quando as objetivas se apontam.
streetstyle, mais ou menos casual, aplica-se assim layer over layer, conjugando sportswear streetwear com peças mais finas e delicadas. Sobrepõem-se as peças de verão com os agasalhos de inverno, dá-se espaço às botas, aos bombers e percorrem-se assim as principais capitais de moda, em busca de quem-veste-o-quê.
Deixamos aqui o crème de la crème do que foi encontrado nessas capitais, esperando o que a romântica Paris nos poderá traz e o que Lisboa e o Porto nos ditarão, em março.