Nunca nestes cinco anos em que Nashville tem estado no ar alguém poderia ter previsto uma tragédia como a desta semana. Embora o acontecimento tenha a sua justificação, a série acabou de sofrer um abalo que pode ser fatal… literalmente. O novo episódio, If Tomorrow Never Comes, estreou no canal CMT no dia 23 de fevereiro.

Depois do acidente da semana passada, Rayna (Connie Britton) é levada para o hospital e operada de urgência – pélvis partida e coisas que tais. Claro que tal é motivo para que todos se reúnam em cena, incluindo Deacon (Charles Esten), Daphne (Maisie Stella), Maddie (Lennon Stella), Scarlett (Clare Bowen), Gunnar (Sam Palladio), Will (Chris Carmack) e Bucky (David Alford).

Daphne era suposto ter um concerto de coro na escola nessa noite mas decide escapar à ocasião para ficar com a mãe. Enquanto isso, Maddie tem um ataque de pânico e decide procurar conforto nos braços de Clay (Joseph David-Jones). Se alguma coisa boa pode ser retirada daqui é que estas duas irmãs têm-se tornado impecáveis enquanto atrizes.

Juliette (Hayden Panettiere) recebe também as notícias da tragédia e dirige-se ao hospital com Avery (Jonathan Jackson). Isto providencia também a oportunidade para que Juliette averigue a dor nas suas pernas – os médicos, contudo, asseguram-lhe que é momentânea e tal se verifica quando ela, no final do episódio, mostra ser capaz de andar sem as muletas.

A partir daqui, todo o episódio é uma autêntica montanha-russa de emoções. Rayna, dominada pela morfina, tem momentos a sós com vários membros do elenco: diz a Deacon que ele é o homem da vida dela, a Scarlett que ela deve permitir-se a si própria ser feliz, a Juliette que está orgulhosa da sua mudança e a Daphne para não desperdiçar o seu dom musical.

As coisas parecem ficar complicadas quando Rayna tem uma alucinação e começa a falar com a sua mãe – protagonizada pela magnífica Carla Gugino. Quando a falecido diz à filha que “Talvez esta canção esteja a chegar ao fim”, é sinal para nos prepararmos para o pior.

Não desesperam já! Se Daphne não vai ao coro, o coro vem até ela. As crianças da escola decidem ajudar a jovem numa magnífica versão de Make You Feel My Love – a qual esteve certamente ao nível da própria Adele -, até que os sinais vitais de Rayna começam a falhar e ela é levada para os cuidados intensivos.

Começam a ser preparadas as despedidas finais. Todo o elenco se reúne lavado em lágrimas, enquanto Deacon implora a RaynaNão me deixes”. As suas filhas, Daphne e Maddie, decidem dizer um último adeus ao cantar A Life That’s Good – uma música que Deacon escreveu para Rayna e os quatro cantarem na segunda temporada. À medida que a música chega ao fim, Rayna fecha os olhos e as máquinas anunciam que o seu coração parou de bater.

Deixem-me começar por dizer que esta tragédia foi levada a cabo por Connie Britton desde cedo mostrou interesse em sair da série. Como tal, o final da sua personagem seria um pouco inevitável. Ainda assim, porquê renovar a série para uma quinta temporada se já sabiam que iam perder a sua grande protagonista?

Embora eu não consiga imaginar a série sem Rayna e tenha noção que esta possa ser a última temporada, o episódio foi, em todos os aspetos, magníficos. Uma hora altamente emocional, com prestações irrepreensíveis por parte do elenco, especialmente Esten e as irmãs Stella.

NOTA: 9/10