A corrida para o Festival Eurovisão da Canção continua a aproximar-se. Em Portugal, assistimos hoje à segunda semifinal do Festival da Canção, mas Dinamarca, Eslovénia, Moldávia e Ucrânia já escolheram os seus representantes.

Continuamos a percorrer a lista de opositores do nosso país, depois de na semana passada já termos ficado a conhecer 14 participações estrangeiras.

Dinamarca

O tradicional Melodi Grand Prix 2017 escolheu este ano Anja Nissen, com Where I Am. A cantora chega à vitória depois de ter vencido o The Voice of Australia e ter disputado um lugar na final contra mais de 1000 canções que foram submetidas para a seleção da estação pública dinamarquesa.

A canção mereceu o voto de 64% dos telespectadores e tem uma missão difícil pela frente: pôr fim a uma das piores fases do país no concurso europeu. Há dois anos que a Dinamarca não marca presença na grande final e, na edição de 2016 ficou mesmo em último lugar da sua semifinal.

O tema de Anja, hino pop com muito poder vocal, tem ao seu serviço uma intérprete carismática e o habitual profissionalismo nórdico. Num ano com várias vozes épicas, o esforço para sobressair terá de ser a duplicar.

Eslovénia

Omar Nader passa a ser um repetente nas lides eurovisivas ao voltar a ser escolhido como representante da Eslovénia para o Festival da Eurovisão 2017. Bisa no papel que desempenhou em 2005, também em Kiev. Na altura, ficou-se pela semifinal com Stop.

Este ano, as perspetivas são de grande dificuldade também. Numa música que caberia na banda sonora de algum dos filmes da Disney, junta-se à longa lista de baladas clássicas que ouviremos este ano. On My Way cumpre todos os itens obrigatórios num tema do género, embora Omar surja com um estilo perfeitamente desadequado para a música que interpreta e, já agora, para 2017.

Uma participação bastante digna da Eslovénia, porém com uma atuação que está obrigada a sofrer updates até maio.

Moldávia

Os Sunstroke Project também são um regresso. Estiveram na edição de 2010 com Run Away, que se ficou pela 21.ª posição na final, mas nos deixou para sempre o Epic Sax Guy. Lembram-se?

Voltando a 2017, a canção deste ano chama-se Hey Mamma e traz novamente um saxofone para se misturar com os sons mais corriqueiros da dance music atual.

Destinada às praias e provavelmente a algumas discotecas do leste europeu, junta na atuação vários dos truques que já conhecemos desde 2010 e o tipo de coisas invulgares que acabam por resultar na Eurovisão, tipo microfones em forma de bouquet de casamento. Há sete anos fizeram-se acompanhar pela vocalista Olia Tira. Sem ela parece-nos mais difícil que a Moldávia termine o ciclo de ausências da final. A última foi em 2014.

Ucrânia

O país anfitrião e uma das potências eurovisivas da última década, nunca deixou de estar na final desde que começou a participar, em 2003. Este ano cumpre o papel mais relaxante para um participante no concurso: o de não ter a obrigação de ganhar.

O grupo O.Torvald, que se apresenta com Time, leva os ucranianos para o lado do rock. Com uma atuação meticulosamente pensada para a televisão, o look sombrio e a destruição cronometrada até ao fim da canção foram suficientes para obter o segundo lugar do público e do júri. Feitas as contas finais numa votação 50/50 que ficou muito dividida, houve empate com Tayanna, que só foi terceira na votação do público. Em caso de desempate, o televoto decidia. Vão os O.Torvald receber os outros 43 países para a edição 2017 do Festival.

Portugal realiza hoje a segunda semifinal do Festival da Canção, na qual ficarão apuradas quatro novas canções para a final do próximo fim-de-semana.

Sobem ao palco para disputar uma presença na final os intérpretes Helena Kendall, Pedro Gonçalves, David Gomes, Lena d’Água, Beatriz Felício, Celina da Piedade, Jorge Benvinda e Elisa Rodrigues.