No próximo dia 26 de fevereiro, estreia a minissérie Taboo em exclusivo na AMC. Produzida por Ridley Scott (Alien, Gladiador) e protagonizada por Tom Hardy (The Revenant, Mad Max: Fury Road), Taboo promete ser uma das melhores séries do ano.

A série conta a história de James Delaney, e do seu regresso a Londres depois de vários anos em África, onde tinha sido dado como morto. É em Inglaterra que irá herdar do pai a cobiçada região de Nootka Sound e procurar criar o seu próprio império comercial. Mas as intenções de Delaney não são tão óbvias assim. Será apenas vingança o que ele realmente procura?

Uma série que vale o esforço

Um dos melhores aspetos da série é sem dúvida a riqueza visual. O guarda-roupa e os cenários cuidados transportam-nos para o início do século XIX, para uma Londres de fortes contrastes sociais. Tal como em Peaky Blinders, também escrito por Steven Knight, não se trata de uma série leve. Contudo, o magnetismo das personagens é avassalador e a filmagem é bonita e equilibrada, apesar de melhor conseguida na série de 2013.

Em Taboo, a cadência começa sem pressas, lenta até. O que se desenrola numa história intrigante e envolvente, começa com um assunto aparentemente pouco inovador e demasiado simples. A violência e o constante negrume dos planos e da própria personagem de Hardy tentam apimentar um caldo narrativo que inicialmente se mostra insípido.

Outro grande pilar da minissérie – senão o principal – é a prestação de Tom Hardy. Apesar de não sair completamente do tipo de papéis em que já mostrou estar à vontade, o ator inglês dá novamente provas de ser uma referência na atualidade.

Mas Hardy não é o único a conseguir uma grande prestação. Por entre os defuntos de Westeros (Game of Thrones), Jonathan Pryce e Oona Chaplin juntam-se a Taboo, bem como Michael Kelly (House of Cards).

A qualidade televisiva de 2016 deixou a fasquia alta, não há dúvida. Taboo não deixa de ser uma boa série, não deixa de valer a pena. A meu ver, talvez lhe falte o “fator uau”. Consegue ser boa mas não consegue ser marcante. Um enredo interessante e cheio de potencial mas que demora quase oito episódios para agarrar o espetador. Traz consigo grandes nomes, e parece que sem eles não era nada.