Se eu achava que o episódio da semana passada de Nashville havia sido uma autêntica desilusão, esta semana fomos prendados com vários momentos bons – alguns deles até chocantes, semelhantes ao que aconteceu na primeira temporada. O novo episódio, intitulado Stand Beside Me, estreou no canal CMT no dia 16 de fevereiro.

Daphne (Maisie Stella) é oficialmente a melhor personagem da série, ao fazer pequeno-almoço para os seus pais. Uma pequena surpresa: a jovem tem o seu período pela primeira vez, o que gera uma confusão com Maddie (Lennon Stella), já que esta fica no seu estágio e não se mostra disposta a ajudar a irmã.

Maddie continua completamente vidrada em Clay (Joseph David-Jones), desobedecendo até os pais para ir a um concerto dele. Isto é uma batalha que eu já não consigo vencer: eles os dois tinham tudo para dar certo mas, a este ponto, Maddie é simplesmente irritante e mimada. Nada mais. Adiante.

Scarlett (Clare Bowen) percebe que continua com sentimentos por Damien (Christian Coulson) e decide terminar a sua relação com Gunnar (Sam Palladio), de modo a ter tempo para perceber as coisas sozinha. Claro que esse “ter tempo” equivale a passar uma noite num hotel com Damien e envolver-se com ele.

Cinco temporadas depois e Scarlett continua a não saber tratar Gunnar como ele merece. Ela é uma excelente artista e ninguém lhe tira tal mérito mas atualmente está também a entrar na lista de personagens irritantes. Gunnar merece, definitivamente, bem melhor que ela.

Juliette (Hayden Panettiere) continua a visitar regularmente a igreja e anuncia aos membros do coro que quer fazer um álbum gospel, no qual eles poderão participar. Ao início, eles ficam cépticos, dizendo que música de negros não se adequa a uma artista country como ela.

Contudo, Juliette confessa que cometeu muitos erros ao longo da sua vida e tem agora uma oportunidade para criar algo mágico e fazer música que mova várias pessoas, quer sejam negras ou brancas. O coro eventualmente acaba por concordar e eu pessoalmente mal posso esperar por ver o resultado desta parceria.

Lidar com o período de uma filha ou a rebeldia da outra não são as maiores preocupações para Rayna (Connie Britton) esta semana. O seu admirador secreto, Carl (Linds Edwards), aparentemente escondeu-se na Highway 65 e decide fazer-lhe uma surpresa, prendendo-a no seu próprio escritório e ameaçando-a com uma faca.

Entramos então numa sequência de cinco ou dez minutos, em que Carl desabafa sobre os seus problemas familiares, dizendo que a música de Rayna foi a única coisa que lhe deu esperança na vida. Rayna confessa a sua própria dor, dizendo que o seu pai matou a sua mãe quando ela tinha apenas 12 anos e encobriu o crime.

Todos nós temos tragédias na vida mas este não é o momento para refletir sobre tal assunto. No fundo, Rayna está presa refém. Ela consegue ligar rapidamente para o 112, chamando os seguranças ao escritório. Clay continua a prendê-la com a faca mas, eventualmente, os detetives conseguem arrumar o assunto e ela sai ilesa.

Mentira. Rayna recusa as insistências da polícia em ir para um hospital e diz que só quer ir para casa. No caminho, outro carro bate no dela, mandando Rayna a voar pelos ares, da mesma maneira que vimos no final da primeira temporada.

Se achávamos que esta temporada de Nashville podia estar um pouco parado, este episódio certamente compensou em vários aspetos. Juliette está finalmente pronta para voltar para o estúdio e Rayna, tendo finalmente ajustado a sua vida familiar e profissional, sofreu agora uma tragédia inesperada. São momentos como estes que me relembram que, no final do dia, ainda vale a pena apostar nesta série.

NOTA: 8/10