Svalbaroi Polar Iceberg Water é a nova marca de água, de luxo, proveniente dos icebergues de Svalbard, região norueguesa localizada no oceano ártico.  Cada garrafa de 750 ml custa 94 euros.

Desde o dia 7 de fevereiro que esta água “quase livre de sais minerais, com o pH da neve fresca, que proporciona uma leve sensação na boca e perfeita para acompanhar com uma comida requintada” está disponível para compra nos armazéns Harrods, em Londres, por 94 euros, mas pode também ser adquirida através da internet, no site da marca, por apenas 69,95 euros.

O site proporciona três opções de compra: Uma única garrafa por 69,95 euros, duas garrafas por 129,90 euros ou uma caixa com 6 garrafas por 359,70 euros (todas as opções estão isentas de portes de envio). Existe ainda a opção de comprar uma “subscrição” de qualquer uma das opções acima enunciadas de modo a ser possível oferece-la como presente.

A Svalbaroi (nome atribuído pelos marinheiros medievais para designar as terras cobertas de gelo do “topo do mundo”) foi criada por Jamal Qureshi um empresário norueguês-americano que, em 2013, após ter visitado Svaldard, presenteou a sua esposa com uma garrafa de água derretida de um icebergue.

Quatro anos após este episódio Jamal criou a empresa cujo objetivo é “captar a água na sua forma mais pura”. Para isto procede-se a extrações de 15 mil toneladas de gelo de icebergues flutuantes, as quais são posteriormente derretidas e engarrafadas à mão, totalizando a produção de 13 mil garrafas. Estas extrações são levadas a cabo duas vezes por ano.

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As primeiras críticas não demoraram a surgir e são relativas à questão ambiental e à sustentabilidade, às quais Jamal Qureshi respondeu, através do jornal inglês The Guardian, que além de a empresa apoiar projetos de energia renovável na China e na África oriental, o projeto é sustentável, na medida em que o gelo que é extraído é oriundo de icebergues flutuantes, os quais acabariam por derreter em poucas semanas e que não podem ser usados para caçar (pelos ursos polares). Além disso a Svalbaroi diz no seu site que uma percentagem de cada venda é doada para ajudar o Banco Mundial de Sementes de Svalbard, o qual armazena sementes com o objetivo de preservar  a biodiversidade das sementes conhecidas.

Esta iniciativa no entanto não foi pioneira,visto que no Tibete já tinham sido aprovadas dezenas de licenças de modo a permitir a exploração do gelo dos Himalaias, continuando o objetivo a ser o mesmo, o de gerar águas de luxo.