Fotografia: Metro UK

Antes do Festival: Quem é que já escolheu músicas para a Eurovisão 2017?

O Festival da Canção regressa este domingo à antena da RTP1 para escolher o participante nacional no Festival da Eurovisão. No entanto, há muitas outras decisões a acontecer por toda a Europa. São 43 os países a concurso e alguns deles já têm representante. Fomos descobrir quem são os oponentes da canção portuguesa.

Albânia: Lindita – Botë

Na ordem alfabética, a Albânia é o primeiro país. E na escolha da sua canção também. Desde dezembro que Lindita já sabe que vai representar a nação balcânica no certame europeu. A participar pela 13.ª vez, só em 2012 conseguiu entrar no top 5.

Este ano aposta na fórmula que melhores resultados lhe deu: Uma balada poderosa e bem orquestrada, a querer puxar pelos arrepios do júri, mais sensível a este tipo de aposta.

Alemanha: Levina – Perfect Life

Perfect Life parece uma canção que já ouvimos em algum lado e encaixa-se confortavelmente no nosso ouvido. Na história das últimas canções da Alemanha, não conseguimos deixar de recordar, neste momento, a última vencedora germânica, a carismática Lena.

A canção ainda vai ter mudanças e novos arranjos até à chegada a Kiev, no próximo mês de maio. Será desta que os alemães abandonam o bottom 5?

Bielorrússia: Naviband – Historyja majho žyccia

Afastada da final desde 2014, a Bielorrússia apresenta-se este ano com uma canção na língua natal, cujo título significa ‘História da Minha Vida‘. É um indie pop cheio de diversão, naquela que se pode dizer que é uma aposta original para as habituais escolhas do país.

Não tem inglês mal pronunciado, emana felicidade por todos os poros e representa a autenticidade no meio de um mar de plástico e canções pré-fabricadas.

Espanha: Manel Navarro – Do It For Your Lover

Lembram-se de, em 2014, a escolha de Suzy no Festival da Canção ter gerado comoção nacional, com acusações de votações fraudulentas e muitos insultos pelo meio? Os espanhóis estão a ter o seu próprio Suzy-shake, mas tememos que sem metade da graça ou do carisma.

Violência física, acusações de corrupção e ultimamente até discussões no Parlamento pontuam um drama eurovisivo com as proporções que só nuestros hermanos podiam garantir. Manel Navarro é, para já, o representante espanhol na Eurovisão.

Não queremos tomar parte neste duelo. E, se formos rigorosos na avaliação da qualidade musical, ninguém na final nacional espanhola se distinguiu por extrema originalidade ou arrojo. Do It For Your Lover é uma canção ensolarada, mas até agora só é memorável por ter sido coroada no meio de um escândalo épico.

Finlândia: Norma John – Blackbird

Em inglês, a Finlândia joga este ano com Norma John. A cantora apresenta-nos uma balada elegante em tons de negro. Com uma produção cuidada e sem os excessos que costumam ser tradicionais na Eurovisão, é um tema para respirar fundo e apreciar o momento.

Os finlandeses, patinhos feios da Escandinávia no que diz respeito aos resultados eurovisivos, estão há dois anos sem chegar à final.

França: Alma – Requiem

O ano passado, os franceses subiram ao sexto lugar na final. Um resultado que tem sido raro para os gauleses, demasiado habituados aos últimos lugares nas suas participações mais recentes. Foi a primeira vez no top 10 desde 2009 e o melhor resultado desde 2002.

Alma, e o seu Requiem, vão trazer ao palco da Eurovisão alguns dos traços mais marcantes da música pop francesa. Diferente do tom dominante na competição, que é muito dominada pela influência sueca, a França investe numa canção de arranjos clássicos e a pedir dança de salão. Será que ainda há espaço para este amour fatal?

Georgia: Tako Gachechiladze – Keep The Faith

O drama entra em ação com Keep the Faith. Na décima participação da Geórgia temos uma música que quer ser um grito de alerta sobre o complicado estado do mundo. Em vários momentos assume este desígnio de forma demasiado literal.

Hungria: Joci Pápai – Origo

Num tempo de grandes tensões raciais na Hungria, a vitória de Joci Pápai com uma música com notórios traços étnicos e letra que mistura húngaro e romani não deixa de ser um statement com alguma força política.

O vocalista, de ascendência cigana, apresenta um tema que mistura sons tradicionais com tendências mais modernas. Se se mantiver inalterada, a música será a segunda que a Hungria apresenta no seu próprio idioma.

Itália: Francesco Gabbani – Occidentali’s Karma

Uma cómica e descomplexada reflexão sobre a atração vazia que a sociedade ocidental tem pelos hábitos orientais, traz a festa italiana com toda a força ao palco do concurso.

Occidentali’s Karma é entretenimento puro. E parece-nos que o mantra da canção é não passar despercebida entre as mais de 20 canções que vão estar na final do Festival Eurovisão, a 13 de maio.

Malta: Claudia Faniello – Breathlessly

À oitava vez, Claudia Faniello conseguiu o direito de representar Malta no Festival da Eurovisão. A pequena ilha escolheu, pelo terceiro ano consecutivo, uma power ballad para a representar. Este é, de resto, um padrão de escolha muito presente nas opções de Malta.

O melhor resultado do país, segundo lugar registado em 2005, foi mesmo com uma canção deste género, interpretada por Chiara. Este ano haverá muita disputa no género.

Montenegro: Slavko Kalezić – Space

Montenegro já escolheu, internamente, a sua música representante. No entanto, ainda não a revelou. Até 20 de março, a única coisa que saberemos é que Slavko, um dos participantes do X Factor montenegrino, foi o escolhido.

Polónia: Kasia Moś – Flashlight

Uma balada com um bom staging e muita atitude, mas sem deixar de ser mais uma para a coleção de baladas deste ano, que já começa a ser longa. Kasia apresenta-se em palco com grande segurança, pronta para defender o bom resultado polaco do ano passado.

A Polónia regressou ao top10 no ano passado pela primeira vez em 13 anos e conseguiu apurar-se para a final nas últimas três edições do Festival.

Reino Unido: Lucie Jones – Never Give Up On You

Os vocais de Lucie são ótimos, mas a canção não percorre um caminho muito claro. Num segmento de baladas que está absolutamente lotado, esta composição de Emmelie de Forest, vencedora do ESC2013, é a aposta dos britânicos.

Sem refrão e totalmente alicerçada na vocalista, parece-nos uma escolha arriscada.

Suíça: Timebelle – Apollo

A vocalista dos Timebelle surge com um outfit demasiado conservador para defender esta balada moderna da Suíça. Numa atuação em tons quentes e bem recheada de carisma, não se pode prometer que a participação helvética de 2017 seja um mar de rosas, porém as coisas parecem bem encaminhadas para garantir um lugar na final.

Nos últimos 10 anos, a Suíça só alcançou a última fase do Festival por duas ocasiões.

Naquela que ainda é uma fase inicial do apuramento e com a maioria dos países ainda em processo seletivo, a concorrência não parece estar para brincadeiras. Nas casas de apostas, a Itália surge até agora como favorita, seguida pela Suécia e Rússia.

Portugal, mesmo sem ter selecionado a canção de 2017, surge num terrível 42.º lugar. Cenário que pode mudar a partir do momento em que comecem a ser conhecidas as canções do Festival da Canção.

Atualizado às 09h28 de 19 de fevereiro com atualização no ranking de apostas e as canções de Malta, Hungria e Polónia.

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