Esta semana ver Arrow foi mais como ver um episódio de Mentes Criminosas do que ver a série a que estamos acostumados. Em cima da mesa esteve um tema bastante polémico nos E.U.A: o controlo de armas.

Flashbacks desta vez sobre Rene

A personagem de Rick Gonzalez entrou em Arrow mais como um wild card do que como Wild Dog. Não sabíamos de onde vinha, quem era e foi-nos imposto sem termos tempo de criar empatia com ele. Em Spectre of the Gun, o episódio desta semana, foi-nos dado algum contexto.

Ficamos a saber que aquilo que levou Rene a transforma-se em Wild Dog tem que ver com uma tragédia familiar. Nos flashbacks é-nos mostrado que Rene era casado e tinha uma filha na sua vida anterior, algo que honestamente me surpreendeu. A sua mulher tinha problemas com as drogas e, quando o seu dealer foi reaver o dinheiro que ela lhe estava a dever, Rene entrou numa luta para resolver a situação que terminou com a morte da sua amada.

Por ter presenciado tudo isto, e porque pelo que ficámos a entender Rene deixou-me cair no mundo do alcoolismo, a sua filha foi-lhe retirada e vive agora numa família de acolhimento. Porém, com a ajuda da Team Arrow, parece que este problema pode vir a ser solucionado brevemente.

Ficou-me a faltar a justificação para Wild Dog ter sido expulso das forças armadas, e tendo em conta a densidade que a personagem começa a apresentar, acredito não demorar muito. Estes episódios do seu passado são precisamente aquilo que o faz ser a favor de que as pessoas possam possuir armas, pois só assim se podem proteger.

Um tema complexo, um vilão irrelevante

Quando disse que esta semana Arrow se tinha parecido mais com Mentes Criminosas do que com Arrow, foi precisamente por causa do vilão da semana que apresentaram. Este não era precisamente um vilão, mas uma pessoa transtornada pela morte da sua família num tiroteio que queria demonstrar os problemas da posse de armas nas mãos de (quase) qualquer um.

Este tipo de vilão cai fora da lógica da série, não tem qualquer ligação às personagens principais, e nem chega a ter carisma suficiente para ser relembrado. A narrativa principal da série parece ter sido posta de parte e, se na semana passada resultou na perfeição, esta semana tenho que admitir que não.

Para além do tipo de vilão e do tipo de investigação que a Team Arrow teve que fazer para o deter, meteram-se em areias movediças com o tema das armas. Este é um dos debates mais quentes nos E.U.A e uma série como Arrow não tem condições para passar uma mensagem política em relação ao mesmo, pelo menos da forma como fez.

Os argumentos dados pelas personagens tanto de um lado da questão como de outro, foram demasiado superficiais e categóricos. Não entendi o porquê de este tipo de abordagem nem por que é que, no meio de todo o tipo de legislações que Oliver (Stephen Amell) poderia levar a cabo enquanto presidente, foram buscar precisamente este tema.

Acabei o episódio perplexa com o que me foi mostrado, sobretudo porque nada ali pareceu encaixar com aquilo que Arrow é, ou pelo menos foi até agora. Por este motivo, não sou capaz de atribuir uma classificação ao episódio.