A realidade de que Bones está a chegar ao fim caiu-nos em peso esta semana quando a série decidiu dizer adeus a uma das suas mais adoradas personagens. Num dos seus melhores episódios de sempre, Ossos trouxe-nos uma morte inesperada e certamente trágica. O novo episódio, intitulado The Scare in the Score, estreou na FOX no dia 14 de fevereiro.

Vamos por partes. Esta semana, descobrimos que Booth (David Boreanaz), nos seus tempos de militar, assassinou um criminoso de guerra na Sérvia em 1995, durante a festa de aniversário do filho do tal criminoso. Agora, alguém está em busca de vingança.

Como vimos há uns episódios atrás, Aldo Clemens foi a primeira vítima – um dos companheiros de tropa de Booth e o homem que conduziu o casamento dele com Brennan (Emily Deschanel). Esta semana, o caso volta a ser reaberto.

A vítima é Margaret Kwan, uma senhora idosa que, à primeira vista, parece não ter qualquer relevância para a investigação. À semelhança da primeira vítima, Margaret foi torturada até à morte. O nome que chama à atenção é Michael Reiss, o homem das entregas de Margaret, que foi também companheiro de Booth na tropa. Ou seja, Margaret foi apenas um dano colateral, que esteve no sítio errado à hora errada.

É importante referir que esta semana assistimos ao regresso da adorável Caroline (Patricia Belcher), que veio ajudar neste complicado caso, bem como de Max (Ryan O’Neal), o pai de Brennan, que revela finalmente que teve uma cirurgia para instalar um pacemaker. No entanto, podemos todos respirar fundo, pois ele parece estar bem de saúde por enquanto.

Eventualmente, a equipa consegue chegar até um jovem de nome Mark Kovac, que é, na verdade, o filho do criminoso que Booth matou – que agora já está nos seus vinte e muitos anos. Isto coincide com a ocasião em que Michael Reiss é também encontrado morto, elevando assim o número de vítimas no espaço de uma semana.

Sabendo que alguém está em busca de vingança, o caso torna-se agora altamente pessoal e Booth e Brennan decidem enviar os seus filhos para uma casa de segurança, sob a tutela de Max. Contudo, tal parece não ser suficiente, pois a casa acaba por ser atacada e Max leva um tiro no meio da confusão.

A equipa descobre que o pacemaker de Max foi o aparelho eletrónico que levou os criminosos a descobrir a casa de segurança. Ainda assim, conseguem também reunir provas suficientes para condenar Kovac de uma vez por todas – embora ele também tenha percebido que foi Booth quem assassinou o seu pai, portanto aqui ninguém é propriamente santo.

No hospital, Max acorda após a cirurgia e encontra Brennan à beira da sua cama. O pai confessa que acabou de ter um sonho acerca dela, onde também a mãe falecida estava presente. E quando menos estamos à espera, as máquinas começam a apitar e, num piscar de olhos, o coração de Max cede e ele acaba por morrer diante da filha.

Não só foi um episódio altamente alucinante, com um caso que tocou nas vidas pessoais dos protagonistas, como trouxe também a morte de uma personagem que conhecemos quase desde que a série nasceu. O pior é que todos achavam que era Booth que corria perigo e foi Brennan que acabou por pagar o preço da tragédia. Posto isto, fico feliz por ver que, após anos como criminoso fugitivo e pai negligente, Max acabou por morrer enquanto herói.

NOTA: 10/10