Com o julgamento de Lilian no tema do dia, Supergirl volta as atenções para as mulheres Luthor e a sua amizade com Lena é testada.

Já não ouvíamos falar da organização Cadmus, que pretende erradicar todos os aliens que vivem na Terra, há alguns episódios, desde que a sua líder, Lilian Luthor (Brenda Strong), foi presa. Mas agora que a data do seu julgamento chegou, Supergirl volta a centrar-se naqueles que pensamos serem os grandes vilões da temporada.

Digo pensamos, porque até agora Cadmus e Lilian ainda não tiveram o desenvolvimento necessário para se mostrarem verdadeiramente perigosos. Mas com Lena Luthor (Katie McGrath) possivelmente envolvida, isso parece vir a mudar em breve – nem que seja porque acho a filha uma personagem muito mais interessante e complicada do que a mãe.

Melhor ainda, este episódio permite que as duas vidas de Kara (Melissa Benoist), a de jornalista e a de super-heroína, funcionem lado a lado, encaixando-se na história sem que uma ou outra pareça deslocada ou irrelevante – o que tem sido o outro grande problema desta segunda temporada de Supergirl.

A amizade entre Kara com Lena é testada quando Lilian e Metallo (Frederick Schmidt) escapam da prisão, precisamente na mesma noite em que Lena visita a mãe. Parece que todos, desde Maggie (Floriana Lima) a James (Mehcad Brooks), estão convencidos de que Lena é culpada.

Apenas Kara se recusa a acreditar que ela possa seguir os passos da mãe. De facto, todas as provas apontam para Lena, que acaba atrás das grades. Mas não por muito tempo, já que é rapidamente resgatada por Metallo.

Resgatada, como quem diz. Enquanto os nossos heróis discutem o que fazer (James está particularmente chateado por Kara confiar tanto em Lena e tão pouco nele), percebemos que Lena não teve mesmo nada a ver com a fuga de Lilian e muito menos pediu para ser raptada.

Enquanto viajam até a uns dos esconderijos de armas de Lex (onde existe armamento suficiente para destruir Kara ou o primo Superman), as duas Luthor aproveitam para lavar roupa suja. Lilian revela que, na verdade, Lena não é adotada mas sim filha bastarda do patriarca dos Luthor, o que explica a frieza com que sempre a tratou.

Entretanto, a equipa do DEO, incitada por Kara, consegue provar a inocência de Lena e localizar as Luthor. Claro, também há más notícias: Metallo pode explodir a qualquer momento. Supergirl e Martian Manhunter chegam a tempo de salvar Lena, mas infelizmente Lilian parece ter um número infindável de super-soldados ao seu dispor e consegue fugir com a ajuda de Cyborg Superman.

Como disse, Lilian tornou-se numa vilã muito mais interessante quando Lena se juntou à história. Embora, desta vez, tenha feito por merecer a confiança de Kara, a verdade é que o episódio acaba com um sinistro flashback de Lena a vencer Lex num jogo de xadrez. Começo a achar que talvez Lena esteja mais envolvida na Cadmus do que deixa transparecer – ou, se não está agora, talvez venha a estar no futuro.

Pessoalmente, gostava que a série não tomasse esse rumo previsível e faça de Lena a vilã da história. A amizade entre ela e Kara tem uma dinâmica que devia continuar a ser explorada. E talvez, ao contrário do que James acha, Kara não esteja a cometer um erro ao confiar em Lena – tal como Clark em tempos confiou no seu irmão.

Noutras notícias deste episódio, Alex muito casualmente apresenta Maggie enquanto sua namorada ao resto dos Superfriends. A revelação apanha Winn e James de surpresa, mas os dois rapidamente dão os parabéns ao casal. Já J’onn não está nada surpreendido porque é psíquico e já sabia de tudo.

Mon-El (Chris Wood), por sua vez, fica apenas confuso por na Terra algumas pessoas terem preconceitos contra a homossexualidade – em Daxam, aparentemente, “quantos mais, melhor”.

Por falar nele, o fim do episódio, como já começa a ser costume, deu-nos uma cena em que Kara e Mon-El conversam sobre a sua relação, ou falta dela. Kara afirma que mudou de ideias e que talvez, afinal de contas, consiga ser Supergirl e estar numa relação ao mesmo tempo.

Mas claro, mesmo no momento em que os dois estão prestes a beijarem-se (finalmente!), são interrompidos por um tal de Mr. Mxyzptlk (Peter Gadiot), que aparece literalmente do nada e declara o seu amor por Kara.

NOTA: 9/10