Esta semana, o episódio de Nashville focou-se basicamente em três casais e nos respetivos dramas. Não que isto signifique que tenha sido um bom episódio, porque não foi – apenas uma hora vazia e que nada acrescentou a esta quinta temporada. Hurricane estreou no canal CMT no dia 9 de fevereiro.

Comecemos por Rayna (Connie Britton) e Deacon (Charles Esten). Eles começam finalmente a trabalhar no seu álbum conjunto mas veem-se confrontados com a presença de Gene, um homem contratado pela produtora encarregue de filmar todos os passos na construção do álbum. Se Rayna é dona da produtora, ela não poderia ter despedido Gene na hora?

Enfim, o casal decide escapar de casa e ter uma noite a dois longe das câmaras, de modo a ganhar alguma inspiração. Ainda assim, percebem que já não têm a mesma facilidade em escrever um com o outro como antes.

A teoria de Rayna é que ambos já passaram por tanto – alcoolismo, relações falhadas, miséria profissional, etc. – que agora têm medo de tocar nessa dor e transformá-la em música. Isto até tem a sua lógica mas, infelizmente, faz com que ambos se comecem a afastar um do outro, achando que já não têm a mesma chama como antigamente.

Após uma noite separados, Rayna e Deacon escrevem cada uma sua música, as quais, magicamente, se encaixam na perfeição. Isto já começa a entrar um pouco no terreno do fantasioso. O casal acaba por fechar o episódio ao gravar a tal música, prontos para arrancar oficialmente com o novo álbum.

Segundo casal da semana: Maddie (Lennon Stella) e Clay (Joseph David-Jones). Sim, ainda estamos a bater nesta tecla. Clay continua a mostrar-se relutante relativamente aos avanços amorosos de Maddie mas ela diz que já não há volta a dar – ambos estão completamente apaixonados um pelo outro. Pouco modesta, esta jovem.

Clay acaba até por passar uma noite em casa de Maddie, o que significa que Daphne (Maisie Stella), pela milésima vez, perde a luz da ribalta para aturar os dramas da irmã mais velha. Daphne é honestamente a personagem mais desvalorizada desta série, tendo um carisma e uma voz como poucos têm.

Por fim, Gunnar (Sam Palladio) e Scarlett (Clare Bowen) enfrentam também umas pedras no caminho. Embora o seu novo vídeo tenha já ultrapassado um milhão de visualizações, eles são demasiado mártires para conseguirem celebrar estas boas notícias.

Damien (Christian Coulson), o diretor do vídeo, convida o casal para jantar. Gunnar já está desconfiado do interesse dele por Scarlett e acaba por inventar uma desculpa, deixando Scarlett ir sozinha à ocasião. Não vejo onde é que está a lógica desta decisão, mas enfim.

A verdade é que o jantar corre às mil maravilhas e Scarlett apercebe-se de que pode ter alguns sentimentos por Damien, chegando até a beijá-lo. Felizmente, ela decide contar a verdade a Gunnar, que não reage da melhor maneira ao seu pior pesadelo. Embora Scarlett garanta que quer estar com Gunnar, o futuro não parece promissor para estes dois.

Concentrar um episódio em apenas seis personagens foi uma escolha péssima, ainda por cima quando essas personagens parecem não ter nada de novo para oferecer. Maddie e Clay são uma chama que se apagou tão depressa quanto se acendeu. Rayna e Deacon inventam problemas onde eles não existem. Gunnar e Scarlett continuam a não se permitir serem felizes. É nestas alturas que eu me pergunto onde raio anda Juliette (Hayden Panettiere)?!

NOTA: 3/10