O musical Quase Normal, uma adaptação do original Next to Normal (2008), da Broadway, tem enchido salas desde a sua estreia em outubro e continua em cena desde então.

O Espalha-Factos regressou ao Auditório do Casino Estoril e, antes de assistir de novo a esta produção da Artfeist, foi ao encontro dos actores, produtores e encenador.

À conversa com estes artistas de referência em Portugal, agora com a responsabilidade de interpretar este tão aclamado musical nova-iorquino, quisemos conhecer todos os detalhes desta história invulgar de uma família que, como a maioria, é apenas ‘quase normal’.

Espalha-Factos (EF): Como encenador, porquê a vontade de adaptar este musical para a língua portuguesa?

Henrique Feist (HF): Para já porque tenho o fascínio dos musicais, nos seus vários estilos. Porque há vários estilos de musicais e este estilo de musical incentivou-me muito precisamente porque sai um bocado fora do âmbito daquilo que estamos habituados a ver em musicais cá, que são musicais digamos que mais light. Achei que era importante nesta fase do campeonato, em Portugal, apresentar um musical onde se despisse completamente de plumas e de lantejoulas, se despisse completamente desta ideia do herói, heroína, anti-herói e por aí fora, e fizesse uma coisa do nosso dia a dia, das nossas vidas, de como é que as nossas vidas nos afetam. Neste caso, através de uma doença que é a bipolaridade, que não deixa também de ser uma coisa do dia a dia, uma coisa corrente, do quotidiano das pessoas. Portanto, a saúde mental, e de como esta doença mental pode afetar uma família. Dentro desta mensagem toda, o importante é o facto de ela ser passada através de um musical. Porque normalmente um musical não aborda também temas tão quotidianos e tão pesados, à partida. Mas eu acho que, precisamente por a música ser um veículo de maior aproximação do público, porque a música é isso para o público, nós identificamo-nos muito mais depressa com uma melodia do que com uma palavra falada. Achei que esses ingredientes todos poderiam auxiliar noutra forma de se fazer musical em Portugal.

Normalmente um musical não aborda temas tão quotidianos e tão pesados, à partida.

EF: E sente a adesão do público?

HF: Sentimos! Sentimos! Quer o público já fiel à Artfeist aqui no Casino, quer o público que queira ver a Lúcia, a Mariana, ou o Diogo, o Valter ou o André, quer o público que goste de musicais ponto final, e quer o público que é bipolar, quer médicos que também já cá vieram ver, quer pessoas depressivas ou ansiosas que também já cá vieram ver o musical. Portanto que eu acho que tem tido uma franca adesão nesse sentido. Por acaso, hoje foi um mau dia porque hoje o dia estava fraco [risos], portanto hoje não vai ser espelho disso. Mas o facto é que tem tido boa adesão, senão também nós estreámos em outubro e se não tivesse não estávamos agora em fevereiro em cena.

Foto: Catarina Veiga

EF: Quem viu, terá compreendido a mensagem que este espetáculo pretende passar? 

HF: É assim… Eu acho que sim, porque nós conseguimos perceber enquanto produtora quando parte do público que vem é o de boca a boca. Ou seja, se tu sabes que parte do teu público é do boca a boca, ou seja que é uma consequência do final da peça… O mais importante numa peça para o público, para mim, é quando eles saem. O que é que eles vão a falar para casa. Realmente as pessoas vão a falar sobre a peça, porque mais que a bipolaridade, mais que a saúde mental e mais do que isso tudo, é uma peça onde eu acho que o público percebe que é uma peça de opções de vida. Que opções é que nós tomamos se virmos que estamos a destruir uma família através de uma doença?! Pode ser a bipolaridade, pode ser cancro…

Eu acho que o que as pessoas levam no final desta peça toda, é que isto não são senão opções de vida com as quais o ser humano se depara no seu dia a dia. Pronto! Neste caso o tema é a bipolaridade e a saúde mental

EF: Mas podia ser outro…                                                                          

HF: Mas podia ser outro tema. […]. E também é preciso frisar que já há um estudo feito e comprovado que as doenças mentais vão ser a maior causa de suicídio em 2020. A saúde mental… E faz perfeitamente sentido hoje, em 2017, quando nós vemos o rápido consumo que hoje as coisas têm, que é tudo tão… Hoje é vermelho, amanhã é amarelo, hoje o Facebook partilha, hoje não gosto, hoje detesto, hoje choro, hoje rio, hoje… Tudo isto dá cabo da cabeça de uma pessoa, porque tu não consegues… Tu hoje és bombardeado com tanta informação que a tua cabeça tem que descartar ou aprovar e tudo… Não é, não é estranho que em 2020 a saúde mental seja uma das maiores causas de suicídio. Porque realmente tu hoje tens tão poucos critérios, que tudo o que te é dado é tão descartável que tu próprio entras nessa lei da descartabilidade de hoje não me interessa, amanhã interessa-me, hoje não me interessa, amanhã interessa-me… E isso tudo faz com que nós também percamos prioridades na nossa própria vida, porque não as sabemos estabelecer. Porque é tudo tão…rápido…

EF: Efémero…

HF: É! …que não vale a pena eu estabelecer a minha prioridade ali, porque amanhã…isto não…

EF: Pode mudar…

HF: Mas isto não te dá um terreno firme, onde tu consegues amparar-te. E, hoje em dia, eu noto isso. Não… Em tudo! Até nas partilhas de Facebook de amigos tu notas. Hoje é tudo tão…rápido, rápido, rápido […]! E uma cabeça não…

EF: Às vezes ultrapassa o nosso próprio pensamento…

HF: Tu não consegues estabilizar o teu pensamento. Porque se amanhã te vier alguém dar uma conclusão lógica do porquê desta razão, tu amanhã anulas a tua. Porque alguém te apresentou outra, muito maior. E isto não te define. Não nos definimos. Nós vamo-nos definindo consoante o que vem vindo de descartável. Portanto a nossa própria definição é descartável.

EF: Henrique, e como marido de Diana, o que está a tentar aguentar?

HF: Estou a tentar aguentar a pessoa com quem nós, quando nos casamos ou quando namoramos, a pessoa que se ama… E o que é que tu fazes perante alguém que tu amas e te está a destruir a ti também. Tanto que ele na peça até diz, «a tua morte é uma e eu também vou morrendo, vou morrendo é mais devagar do que tu». E portanto isto é, no fundo, nós temos este compromisso que assumimos quando amamos alguém, ficar. For better or for worst, na doença e na cura. E quando…e até que ponto é que tu próprio não enlouqueces com a loucura da tua mulher, porque o teu papel ali é de marido. Eu prometi ficar ao pé dela, desse…venha o que vier, eu prometi, eu assumi este compromisso de estar ao pé dela. Mas se este estar implica a destruição de tudo o que nós construímos, que opção é que tu tomas? E não é ele que acaba por tomar a opção, é ela.

o desafio maior, ao mesmo tempo que temos de respeitar o original, é […] encontrar a nossa identidade na história, de modo a que não os estejamos a imitar

EF: Como se sentem ao representar, em português, um musical da Broadway com tanto sucesso?

Mariana Pacheco (MP): É uma enorme responsabilidade, ponto número um.

Lúcia Moniz (LM): Primeiro porque recebermos um texto que sabemos que temos de cumprir, a narrativa, a intenção da narrativa e depois a adaptação que foi feita… Isso já chegou às nossas mãos feito, mas a responsabilidade começou nas mãos do Henrique. Ele teve que fazer esta adaptação para ser fiel às intenções que se querem transmitir na história. E depois é fazermos uma correspondência com aquilo que já foi transmitido nos Estados Unidos, que foi onde começou…

MP: Sim. Eu acho que o desafio maior, ao mesmo tempo que temos de respeitar o original, é não os imitarmos. Tentarmos também encontrar um pouco a nossa essência. […]. É encontrar a nossa identidade na história, de modo a que não os estejamos a imitar, mas também não desvalorizar nem desrespeitar o original e aquilo que eles já fizeram.

Diogo Leite (DL): Até porque nem temos hipótese de desrespeitar o original.

LM: É quase como representar um clássico… Shakespeare, Tennessee Williams. Temos referências gigantes, de um percurso muito grande. E é termos essa responsabilidade e também termos nós uma proposta de como interpretar e transmitir, mas com algumas regras a cumprir.

Foto: Catarina Veiga

EF: E como é interpretar o dia a dia desta família ‘quase normal’?

[risos e suspiros]

LM: Respirar fundo!

DL: É quase fácil!

LM: Eu acho que isto acontece com todos, desde o primeiro dia de ensaios. Entregarmo-nos ao que está escrito… Primeiro, começarmos a ler quase à primeira vista, a perceber. Embora já tivéssemos feito algum trabalho de casa, de leitura e de conhecer as canções e tudo isso. Mas assim que nos juntamos começamos a ouvir as vozes, começamos a ter outra envolvência e acho que, logo a partir daí, começámos a viver isto. Uns dias muito intensos de emoções, outros mais racionais para perceber o fio condutor da história. Agora, com público na sala…

MP: Todos os dias são diferentes!

LM: … é uma viagem! Eu costumo usar muito esta palavra. Digo que é uma viagem.

EF: É uma aventura diária…

LM: É! [risos]. Sempre diferente!

Foto: Catarina Veiga

EF: Lúcia, o que é que a sexy, astuta, bipolar e depressiva Diana está a tentar aguentar?

LM: [silêncio] Pois! A Diana lá está, está a tentar aguentar a família, está a tentar aguentar tudo. Primeiro, perceber que tem uma doença. Segundo, aguentar uma dor e tentar aguentar… Portanto está sempre na tentativa, não quer dizer que consiga [risos]. Está sempre na tentativa de aguentar isso tudo e de aguentar a estrutura familiar e de ser perfeita como mãe, de ser perfeita como mulher, mas lá está… Tenta! Que depois a própria doença não faz a pessoa que tem essa doença ter consciência do que realmente se passa. Há uma verdade, há uma…interpretação muito própria do que é que está certo. E depois as consequências são mais percetíveis nas pessoas que se envolvem com ela. Neste caso, a família. E aqui o doutor, também leva com a Diana [risos]. Mas é tentar manter-se de pé, tentar sobreviver. Ela própria luta com aquilo que ela sabe que é o que lhe faz bem. Por exemplo, os comprimidos, os tratamentos. Há sempre uma luta interior: «Não, eu consigo! Eu consigo! Mas eu não consigo. Mas eu consigo, mas eu não consigo…». É esta tentativa constante.

Foto: Catarina Veiga

EF: E esta personagem, que impacto tem tido sobre o público? E até mesmo na sua vida pessoal? 

LM: É gigante! [gargalhadas]. Eu gostava de desenvolver mais isto porque acho que pode ser interessante para quem ler a entrevista. Mas vou pensar um bocadinho… [sorrisos].

EF: Mariana, quando a adolescência se passa sem um abraço da mãe, a droga é a solução?

MP: Ahhhh, na verdade ela não recorre a isso como uma solução. Eu acho que ela tenta apenas… É em desespero, mas ao mesmo tempo ela quer perceber o que é que a mãe está…as coisas pelas quais a mãe vai passar ao tomar esses comprimidos e tomar essas coisas. No fundo é também um impulso que ela tem em desespero, sim. Porque se sente muito menosprezada, sente-se negligenciada pela mãe e pelo pai, sente que ninguém a vê. É quase também como um grito de ajuda e talvez a pedir atenção. Esta é a leitura que eu fiz, não significa que esteja correta.

Para melhorares sacrificas o teu melhoramento porque queres continuar com os terceiros[…]ou percebes que para melhorar não podes destruir esta família

EF: Mas como é que a Natalie tenta gerir e lidar com esta situação?

MP: Pois… É uma sensação de invisibilidade, lá está, que é o que ela no fundo sente e canta até sobre isso. Ela sente-se invisível, sente-se muito sozinha e negligenciada, como já disse. E, no fundo, eu acho que aquilo que ela quer… Ela sempre quis ter uma família normal. Ela não pede o mundo também. Aliás, ela a determinada altura, quando canta com a mãe sobre isso, ela pede que seja quase normal. Quase normal já era ok. «Olha para mim, vai ao meu recital, vem…, fala comigo»

LM: Eu vou só interromper, porque… Esta representação da Natalie representa muito a maioria das famílias que lidam com a bipolaridade, e a maioria são mulheres, que de facto se tornam invisíveis. Porque está tudo centrado na doença dessa pessoa, para cuidar, para que esteja bem, para que nada de mal lhe aconteça e, de repente, sem nos apercebermos essas pessoas tornam-me mesmo invisíveis. E a Natalie, esta personagem, representa isso. A realidade! Aliás, todos os personagens representam, de forma geral, uma estatística de como é…

Foto: Catarina Veiga

EF: Mariana, primeira vez em teatro correto? E logo com uma grande estreia que é este musical em Portugal. Como está a ser esta experiência?

MP: Primeira vez em teatro sim [risos]. Foi logo uma entrada a pés juntos, que é o que eu costumo dizer. Quando eu soube que eu ia fazer, quando me convidaram, entrei em pânico. Porque depois há todo um processo pelo qual eu passo [gargalhadas]. E efetivamente é uma coisa nova, é uma nova experiência, uma coisa à qual eu não estava habituada, não sabia como é que eu iria sequer reagir a estar a fazer uma coisa ao vivo. Como é que eu iria reagir a esquecer-me do texto, a não me lembrar de uma letra, a esquecer-me de entrar em cena, não sei… Mas assim que estreámos, assim que começámos a agarrar o público e assim que começámos a sentir o público, essa é a magia do teatro. Que é… não dá! É inexplicável. Não tem nada a ver com o fazer televisão. É uma coisa…é uma energia que se sente no momento. Depois, nós estamos a fazer um espetáculo que é igual do início ao fim, todos os dias. Mas não é igual! Nunca é igual. E mesmo quando nós falhamos, mesmo quando nós fazemos…dizemos de maneira diferente as coisas e sentimos de maneira diferente as coisas, é muito humano. É isso que nós tentamos neste musical fazer passar, é uma verdade nossa. É tentar fazer com que as pessoas acreditem em nós. E para que as pessoas acreditem em nós, nós temos que acreditar em nós e naquilo que estamos a fazer. Eu acho que esse é o princípio que qualquer ator leva, seja para fazer cinema, teatro ou televisão. Mas depois as coisas, de facto, são completamente diferentes. E estar ao vivo é uma experiência maravilhosa.

EF: Seria esta uma pergunta injusta e sem resposta não é? Teatro ou televisão?

MP: Não! Não dá para responder. São coisas muito diferentes. São coisas que até se completam. Eu agora até vou fazer as duas coisas ao mesmo tempo, portanto… [risos]. Não sei, não sei escolher. Eu também ainda não experimentei a fazer teatro só. Este é teatro musical, portanto é mais específico. Nunca fiz uma peça de teatro, mas quero muito. Quero experimentar, quero experimentar um bocadinho de tudo. Mas não consigo escolher, são coisas muito diferentes.

Há uma interpretação muito própria do que é que está certo. E depois as consequências são mais percetíveis nas pessoas que se envolvem com ela

EF: Voltando a si, Lúcia… O  Doutor Madden parece o psiquiatra ideal para um jogo entre o humor e a seriedade. O que há de encantador neste Doutor Madden?

[…]

LM: Há aqui uns rasgos de felicidade e a atração da Diana com o doutor. E depois há o lado mais sério, que é de facto a pessoa que percebe, que sabe o que é que se está a passar e sabe utilizar as ferramentas certas para orientá-la para a cura ou para que a coisa seja menos grave. Mas aqui, os jogos da Diana com o Doctor Madden também representam umas das características da bipolaridade, que é as ânsias sexuais repentinas. E pronto, nesta peça é feita com as cenas da Diana com o doutor. As partes que provocam mais a gargalhada. Depois as partes mais sérias são todas as fases de tratamento, também são… Lá está, esta peça está toda muito bem escrita. Não é só…é ficção porque acho que não é uma história verídica, mas acaba por de certeza ser muito semelhante a muitas reais.

EF: E o feedback do público é de que realmente entendem essa mensagem?
MP: Às vezes é para lá do entender…
LM: E às vezes é surpreendente…surpreendente de tão próximo que é. Nós tivemos um caso de uma rapariga bipolar que veio ter comigo, e com outras pessoas, mas ela disse-me isto a mim, que: «eu estou na fase em que deitei os comprimidos fora, mas amanhã vou voltar a tomar». Portanto ela reviu-se completamente.
EF: Normalmente gosto de lançar esta questão quando estou à conversa com artistas e, principalmente, atores de teatro. As salas de espetáculo estão a voltar a encher-se, mas parece ainda não ser o suficiente. O que está a falhar?
[risos e alvoroço]
MP: Epa se entrarmos por aí…
Ricardo Spínola (RS): Ui! Tanta coisa que está a falhar neste país. Começa logo pelo preço dos bilhetes que as pessoas acham caro, porque são 15 euros ou 16 euros, dinheiro que depois são capazes de gastar depois em bilhetes de futebol e etc. Mas bem…
DL: Sim sim… Não, é verdade! É verdade! Eu acho que parte também um bocadinho da educação do público. E o público não está educado, hoje em dia, a vir ao teatro. Não está, porque existe muita coisa a distrair as pessoas… A televisão, a internet… Há muita coisa!
MP: Os reality shows...! Que basicamente é o que pessoal curte ficar em casa a ver. Por aí…
DL: E depois também há uma preguiça enorme das pessoas saírem de casa. É muito difícil conseguir arrancar alguém de casa nos dias de hoje.
MP: E porque é que eles vão ao teatro, se vão ver no Youtube a peça da Broadway não sei do quê?
DL: As pessoas estão sentadas no sofá, no quentinho. Não é preciso gastar dinheiro.

O público não está educado, hoje em dia, a vir ao teatro. Não está, porque existe muita coisa a distrair as pessoas

RS: Existe para todos os géneros, mas não existe com a qualidade que encontras em Londres, ou em Nova Iorque, ou em Espanha, ou… Não existe com essa qualidade. Principalmente os bilhetes nesses países não são 15 euros. São 80 libras, são 100 dólares, são 50 euros… Pronto, é tudo outros preços que não são estes que se fazem aqui. O que faz com que depois não haja esse retorno para se poder investir numa coisa de melhor qualidade. Melhor cenário, melhor…outras coisas, coisas melhores. Não se pode! Portanto, à partida é já por aí. Já não temos dinheiro. Depois não temos uma lei do mecenato…não funciona em Portugal. Que seria outra forma de também ir buscar dinheiro para fazer melhores produções. Com o pouco que os artistas têm em Portugal, sobrevivem, fazem o que podem, fazem pouco com certeza. Não têm mais. Mas isso aí já está logo errado. […]. Mas claro, a par disso está a educação dada às crianças. Falta saberem que é bom ir ao teatro, por todas as razões e mal algumas. O que é que está mal neste país? [risos]. Tanta coisa! Se as bases estão mal, tudo o resto é uma progressão aritmética.

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Um sucesso da Broadway no Estoril

Vencedor de um Pulitzer na categoria drama, em 2010, e nomeado para outras várias categorias, o musical escrito por Brian Yorkey e com música de Tom Kitt, retrata o quotidiano de uma família que vive o problema de uma mãe bipolar. Com ela vive um marido abnegado, uma filha problemática e mal-amada e um filho perfeito que afinal nem existe.

Inteiramente cantado e adaptado para português, trabalho de Henrique Feist, a direcção musical é do maestro Nuno Feist e, em palco, junta Henrique Feist (Dan), Lúcia Moniz (Diana), Mariana Pacheco (Natalie), Valter Mira (Gabe), André Lourenço (Henry) e Diogo Leite (Doctor Madden).

A peça está em cena no Auditório do Casino Estoril até 12 de março. O espetáculo realiza-se de quinta-feira a sábado, às 21h30, e domingo, às 17h. Podes consultar mais informações sobre os bilhetes, aqui.