Tal como o próprio nome do episódio indica, Bratva foi um episódio dedicado a juntar o presente ao passado de Oliver na Rússia. Tudo para trazer justiça a Diggle e retirar armas nucleares do mercado negro.

Receção pouco afável

Num dos momentos mais inesperados da série, Oliver (Stephen Amell) é recebido por Anatoly com uma bofetada. Tudo por um favor que Oliver não fez a outro irmão da Bratva, há umas três temporadas. Nós não nos lembramos porque parece que foi noutra vida, mas a memória dos russos parece ser de elefante.

A viagem à Rússia que pauta este episódio tem que ver com o facto de o militar que tentou incriminar John Diggle (David Ramsey) estar agora nesse país, a tentar vendar armas nucleares à máfia russa. Sob o pretexto de Star City estar geminada com a cidade russa, quase toda a equipa viaja com as suas verdadeiras identidades. Fui a única que achei tudo demasiado conveniente?

Para voltar a ganhar a confiança do seu “irmão”, Oliver tem que lhe fazer um favor já que é assim que tudo funciona na Bratva, e voltar aos tempos em que não olhava a meios para atingir os fins. Pela enésima vez ouvimos um discurso sobre o facto de tudo o que passa de mal no mundo ser culpa sua, e de não conseguir escapar ao seu passado. Ainda bem que existe Dinah (Juliana Harkavy).

A Laurel 2.0 é talvez a aquisição da Team Arrow de que mais gosto, apesar de ser a que está presente há menos tempo. Com um discurso sem qualquer tipo de rodeios põe Oliver no sítio como ninguém conseguiu fazer em cinco temporadas, e ao ser fria e pragmática explicou a situação da melhor forma possível. Se depois desta conversa nada mudar, então já perdi a esperança de que Arrow evolua no que toca a este assunto.

Com os contactos e os reforços de Anatoly conseguem derrubar o general gone rogue e foi bom ver a contenção de Diggle para não matar o causador dos seus maiores problemas. Haja alguém que evolua nesta série!

Ainda sobre Anatoly, fiquei com a ligeira impressão de que vai tentar infiltrar-se no mundo do crime de Star City contando com umas ajudas pouco legais da parte de Oliver. Honestamente, mal posso esperar para que este problema se ponha, e para saber como o vão resolver. Algo me diz, que os shots de vodka que voaram neste episódio não vão chegar…

Novas dinâmicas entre a equipa

Algo que tinha vindo a falhar até agora, era a falta de importância que estava a ser dada aos novos reforços da Team Arrow. Graças a Deus que chegou Bratva! Pela primeira vez tivemos diferenças significativas criadas pelas relações entre os novatos e os veteranos.

Por um lado Wild Dog (Rick Gonzalez) ajuda Quentin Lance (Paul Blackthorne) a preparar-se para uma entrevista com a única jornalista de Star City (ou pelos menos parece). No meio das tensões entre eles ficamos a saber que foi Lance a ajudar Wild Dog a escapar da vida das ruas, e que agora está a tentar retribuir o favor. Fica no ar qual foi o motivo que o desencaminhou e levou a ser expulso do exército.

Por outro lado estão Felicity (Emily Bett Rickards) e Ragman (Joe Dinicol). A dupla mais improvável desta série, devido às implicações de Felicity na morte da cidade inteira de Rory, está bastante fortalecida… Isto até Ragman perder os seus poderes ao isolar uma explosão nuclear. A personagem parece estar de partida na sua fase mais interessante e não posso dizer que não fiquei triste.

Porém, apesar de Felicity ser a mais próxima dele, depois da sua falta de reação à morte do noivo, acredito que vai passar completamente despercebido. Acho completamente de mau tom a pouca atenção dada a este tema, e se era necessário uma personagem para encher que não a tivessem posto tão dentro da vida dos protagonistas.

Uma relação amorosa que está a nascer é a de OliverSusan Williams (Carly Pope), que está cada vez mais perto de descobrir a identidade de Green Arrow. Num episódio em que o grande vilão da temporada nem foi contemplado, acho que a mudança de cenário ajudou a trazer ritmo e força à série, que depois da pausa de inverno bem necessitava.

NOTA FINAL: 9/10