Supergirl e amigos enfrentam um White Martian, decidido a assassinar M’gann, num episódio que oferece comparações a um thriller ou filme de terror.

Depois de M’gann (Sharon Leal) revelar, a semana passada, que tinha traído a sua espécie, os White Martians, não é preciso olhar para além do título do episódio para saber qual será o seu foco. Assim, The Martian Chronicles foca-se primeiramente em M’gann, J’onn (David Harewood) e num par de White Marcians decididos a matar toda a gente.

Antes disso, contudo, Kara (Melissa Benoist) tem tempo para rejeitar novamente Mon-El (Chris Wood), numa cena muito constrangedora entre os dois no bar local dos extraterrestres. Mas, como pouco depois fica claramente com ciúmes quando ele tem um encontro com outra rapariga, parece-me que os sentimentos de Kara não são exatamente aqueles que ela está a mostrar.

Entretanto, Alex (Chyler Leigh) tem planos para ir a um concerto com a namorada, Maggie (Floriana Lima). Infelizmente, o concerto é no mesmo dia que o aniversário da chegada de Kara à Terra. E, apesar de insistir para que a irmã se vá divertir, Kara não deixa de ficar chateada por não puderem celebrar a data juntas.

Também no bar, M’gann e J’onn são surpreendidos por um White Marcian, chamado Armek (Terrell Tilford). Kara chega mesmo a tempo de o afastar, mas Armek regressa mais tarde, em forma humana, para falar (leia-se ameaçar) M’gann. Armek dá-lhe duas horas para tomar uma decisão: ou se rende, ou ele matará todos os seus amigos.

Também ficamos a saber que M’gann era casada com Armek em tempos que já lá vão, mas essa informação acaba por não ser tão importante assim.Até porque temos problemas maiores para resolver.

A história rapidamente ganha um tom de filme de terror quando M’gann chega ao DEO. O problema: M’gann já tinha chegado mais cedo com J’onn. Afinal, uma delas era Armek disfarçado (os White Martians têm uma série de poderes, incluindo a capacidade de imitar quem quer que seja na perfeição, com memórias incluídas e tudo).

Depois de uma breve luta com J’onn, as luzes vão abaixo e o atacante desaparece. Os Superfriends percebem então que Armek pode estar em qualquer lugar do DEO e, pior, pode tomar a forma de qualquer um deles.

J’onn coloca o DEO em lockdown e a suspeita instala-se de imediato. Dois agentes começam a instigar um grupo contra o outro e, de repente, já todos têm armas apontadas uns aos outros. Assim, decidem fazer um teste. O fogo, aparentemente, revela a verdadeira natureza dos Martians.

Os dois agentes suspeitos passam o teste e apercebemo-nos de que eram apenas uma distração. Armek está, na verdade, a fazer-se passar por Winn (Jeremy Jordan, a divertir-se como nunca no papel de vilão) e consegue escapar.

E os problemas acumulam-se. Já que, por alguma razão (a única de que me consigo lembrar é que os produtores queriam mais drama), o DEO tem um reator altamente instável na sua sede de operações. E claro, esse reator está prestes a explodir. Para resolver o problema, precisam do génio de Winn e a equipa separa-se para o procurar.

Kara e Alex aproveitam o momento para resolver os seus problemas emocionais. A dinâmica entre as duas irmãs resulta, quase sempre, em algumas das melhores cenas desta série. Embora esta não seja a exceção, com Kara a abrir o coração sobre as saudades que tem dos pais e o tamanho da sua perda, eu pergunto-me se este seria o momento mais indicado. Foi mais ou menos nesse momento que descobrimos que afinal havia outro White Martian, neste caso a fazer-se passar por Alex.

Supergirl enfrenta o White Martian, e entretanto o resto da equipa junta-se à luta. No meio da confusão, Winn vai-se esgueirando para consertar o problema do reator prestes a explodir. No fim, M’gann consegue matar Armek e a verdadeira Alex trata do outro alien.

Depois do conflito resolvido, M’gann decide voltar a Marte, para tentar trazer algum bom senso e compaixão ao resto da sua espécie. Já Alex faz as pazes com a irmã e diz-lhe que Kara provavelmente estava a tentar-se distrair-se para não pensar em Mon-El e nos sentimentos que tem por ele. Infelizmente, e para mal dos meus pecados, parece que ainda não é desta que este potencial casal se entende.

Um dos maiores problemas de Supergirl esta temporada tem sido conjugar as muitas histórias e personagens, que nem sempre encaixam bem. Assim, dou nota positiva a este episódio, que se serve muito bem da sua estrutura mais contida tanto em termos de narrativa como em termos de cenário. Deste modo, quase todas as personagens tiveram um propósito bem estabelecido, deixando a química do elenco brilhar – o que é sempre uma mais valia.

NOTA: 8/10