Mais drama de adolescentes! Música gospel! O regresso de uma personagem conhecida! O episódio desta semana de Nashville teve todos os ingredientes necessários, mostrando aos fãs que, com a mudança para a CMT, a série ficou diferente mas isso não significa que tivesse ficado pior. A Little Bit Stronger estreou no dia 1 de fevereiro.

Depois do incidente com o seu admirador secreto no episódio anterior, Rayna (Connie Britton) está agora a instalar sistemas de segurança em toda a casa. No meio da confusão, ela ainda tem tempo para puxar o papel de mãe e conversar com Maddie (Lennon Stella) acerca de Clay (Joseph David-Jones).

Rayna não aprova a diferença de idades entre o casal – ela tem 17, ele 24, sendo portanto ilegal. Maddie, contudo, acredita que o problema de Rayna é o facto de Clay ser negro. Não é preciso conhecer Rayna a fundo para saber que tal não faz sentido: quando ela era jovem, ser negro ou homossexual era ainda mais difícil do que hoje em dia. Mas, como ela própria diz, “Meu Deus, como o mundo mudou!”.

Enquanto isso, Juliette (Hayden Panettiere) já deixou para trás a cadeira de rodas e anda agora de muletas. Graças a Hallie (Rhiannon Giddens), a cantora vai regularmente a uma igreja maioritariamente frequentada por negros, fortalecendo a sua fé e apaixonando-se por música gospel pelo caminho. Eu sou um fã inconsolável de gospel e, como tal, este episódio colocou-me um sorriso na cara em vários momentos.

Zach (Cameron Scoggins) descobre que Luke Wheeler (Will Chase) planeia vender a sua produtora musical. Como tal, ele e Rayna decidem ir a um concerto de Luke – apesar de eu nunca ter gostado muito dele, é bom vê-lo num regresso estrondoso. Zach e Rayna querem que a Highway 65 compre a produtora de Luke e ele eventualmente aceita.

Tudo isto vem mesmo a calhar, já que Rayna decide também fazer uma visita a Juliette, convidando-a de volta para a Highway 65. Embora Juliette não dê uma resposta definitiva, revela o desejo de querer gravar um álbum gospel. Rayna e Juliette novamente juntas?! Um álbum gospel?! Mil vezes sim!

Também Daphne (Maisie Stella) começa a experienciar dramas amorosos quando descobre que um rapaz da sua escola está interessado nela. Envergonhada ao início, Daphne não sabe como reagir. Do outro lado da cidade, Maddie e Clay discutem sobre a bipolaridade deste último e as coisas parecem ficar novamente em águas de bacalhau.

Também presente no concerto de Luke estava Will (Chris Carmack), que volta a trocar dois dedos de conversa com Zach dentro do seu camarim. A química entre os dois já começa a ser óbvia mas gosto da forma como estão a tratar esta relação – não é questão de serem homossexuais, mas sim de estarem genuinamente interessados um no outro e quererem, acima de tudo, conhecer-se.

Os paparazzi eventualmente descobrem acerca das visitas de Juliette à igreja e ela decide descarregar a sua raiva em Avery (Jonathan Jackson) – pobre coitado, o seu papel continua a ser um saco de batatas. Embora eu adore vê-los juntos, Avery é demasiado talentoso para se confinar a uma vida de dona de casa.

Quando Daphne decide efetivamente falar com o dito rapaz da escola, ela própria é abordada pelo admirador secreto de Rayna. Gera-se a confusão no recinto, embora Daphne não esteja minimamente abalada. Pela milésima vez, Maddie devia pôr os olhos na maturidade da sua irmã e aprender um pouco com ela.

Rayna tem um dos momentos mais bonitos ao dizer à filha que ela merece ser feliz e não deve ter medo dos defeitos da pessoa que ama – afinal, ela própria casou com um alcoólico. Isto faz com que Maddie e Clay façam as pazes, ao mesmo tempo que Juliette e Avery assistem a uma nova missa, desta vez cercados por dezenas de paparazzi.

O título do episódio é um bom resumo para tudo o que aconteceu esta semana. Todos os protagonistas parecem ter evoluído para melhor: Rayna está a endireitar a sua vida profissional e a estender a sua produtora; as pernas de Juliette estão a recuperar e ela planeia já voltar ao mundo da música; Maddie aprendeu a aceitar a doença de Clay e a colocar os dramas para trás das costas; Will fechou os olhos à sua própria sexualidade e começou a olhar para as pessoas pelo que elas realmente são.

Embora eu ache que a introdução de Clay esteja a ser demasiado atribulada – ainda agora ele e Maddie começaram a namorar e parecem já estar com mil problemas -, todo o resto neste episódio foi perfeito. Já para não falar que tivemos uma boa dose de música, tanto country como gospel, algo que estava um pouco em falta nesta quinta temporada.

NOTA: 9/10