Mais uma semana, mais um episódio de How To Get Away With Murder e mais informação acerca da morte de Wes (Alfred Enoch)… embora, nesta série, tenhamos de desconfiar de tudo aquilo que ouvimos. O novo episódio, intitulado Not Everything’s About Annalise, estreou no canal ABC no dia 2 de fevereiro.

Após Frank (Charlie Weber) ter confessado acerca da morte de Wes, as autoridades têm dificuldade em prendê-lo, já que o seu testemunho não pode ser corroborado. Enquanto isso, a advogada Atwood (Milauna Jackson) e companhia continuam a fazer os possíveis e impossíveis para incriminar Annalise (Viola Davis).

A diretora da faculdade, Soraya (Lauren Vélez), decide dar uma sessão de luto para Asher (Matt McGorry), Michaela (Aja Naomi King) e Connor (Jack Falahee), embora eles continuem apenas interessados em salvar Annalise. A diretora parece concordar, já que tem a delicadeza de prestar uma visita a Annalise na prisão. Eu sempre gostei genuinamente desta personagem desde o início e espero que não arruínem num futuro próximo.

No meio de todo o drama, ainda falta a cereja no topo do bolo: Connor confessa que falou sobre o envolvimento do grupo na morte de Sam a Oliver (Conrad Ricamora). Como tal, os jovens decidem implorar a Oliver que infiltre os ficheiros da acusação, pois tal será a única maneira de todos saírem ilesos da situação.

Enquanto isso, no hospital, Meggy (Corbin Reid) parece estar a fazer todos os esforços para se tornar amiga de Laurel (Karla Souza) mas esta é demasiado inteligente para se deixar cair nas suas falinhas mansas. Desde o primeiro dia que nunca confiei em Meggy e mantenho a minha opinião.

Os protagonistas descobrem que a acusação tem estado a fazer investigações contra Annalise relativamente a todos os casos: Sam, Rebecca, os gémeos Hampstall, tudo. Como tal, Bonnie (Lisa Weil) continua a insistir que a única maneira de salvar a recém-detida é pôr as culpas todas em cima de Frank.

Solidão, dor e loucura

À semelhança do episódio passado, Annalise ganha destaque pela escassez das suas palavras. Sofrendo cada vez mais bullying dentro da prisão, a protagonista mostra claramente um misto de solidão, dor e ligeira loucura. Não imagino o que é estar a ser acusado de um crime que não cometi e ver que ninguém parece ser capaz de me salvar.

Entrando no esquema, Laurel decide contar às autoridades que Frank já sabia da sua gravidez e que o viu na cave da casa antes da explosão. Isto, a par da cassete que mostra o encontro entre Frank e Wes na tarde da tragédia, faz com que a polícia consiga de uma vez por todas prender Frank. Isto, contudo, não são boas notícias.

Bonnie informa Annalise de que Frank foi preso como seu cúmplice, o que significa que ela ainda não está livre da cadeia por enquanto. Num flashback, vemos que Frank andava a seguir Wes a mando de Bonnie. Será que a agora cada um dos protagonistas andava atrás de Wes e terá algum envolvimento na sua morte?

O caso parece estar a ficar cada vez mais confuso e as possibilidades parecem ser infinitas. No meio de tudo isto, apenas me custa ver que aquela que mais sofre é aquele que sempre se sacrificou pelo bem maior. Viola Davis continua impecável na sua atuação, mostrando a cada segundo um novo lado fascinante da sua personagem.

NOTA: 8/10