Em Dead or Alive, o episódio de The Flash desta semana, as personagens foram levadas a pensar em formas de salvar a vida, não só de Iris mas também de H.R. e Cisco.

Cisco luta pela vida de H.R.

H.R. (Tom Cavanagh) aparentemente tem-se dedicado a gravar as suas aventuras na Terra 1 e a enviá-las em jeito de podcast para o multiverse. Acontece que isso é precisamente aquilo que denuncia a sua localização e vem Gypsy, uma espécie de bounty hunter com os poderes de Cisco (Carlos Valdes) para o levar de regresso ao seu universo.

Aqui, são-nos dadas algumas informações que desconhecíamos totalmente. Ao que parece no universo em que H.R. vivia, viajar entre universos é algo completamente proibido e punido com pena de morte. Parece-me bastante conveniente que esta informação só tenha chegado agora, e que tenha vindo sem quase nenhum contexto, mas já se sabe que, para manter Tom Cavanagh no elenco da série, os seus criadores são capazes de tudo.

Gypsy informa que há uma maneira de H.R. escapar a esta sentença: alguém a desafiar a um combate até à morte. Cisco prontifica-se a lutar pela vida de H.R., e apesar de parecer demasiado forçado, sabemos que independentemente da pessoa os membros da Team Flash dão tudo para salvarem vidas.

Aí começam as dúvidas sobre se Cisco poderá ou não ser capaz de a derrotar e fica-se a saber que, se ele usar os seus poderes de uma determinada maneira, tem a capacidade de parar um speedster. Algo me diz que isto vai ser bastante útil para salvar a vida de Iris (Candice Patton), mas é preciso esperar para ver.

Numa luta com alguns dos piores efeitos especiais que a série já trouxe, Cisco sai vitorioso ainda que não mate Gyspy por ter desenvolvido uma espécie de afeição por esta. A pseudo relação entre as personagens foi demasiado forçada, mas pelo menos serviu para que Cisco não tivesse que carregar o peso de ter tirado a vida a alguém. Teria sido mais interessante, mas esta terceira temporada parece estar a optar pelo caminho do óbvio.

Gypsy volta à Terra 18 para dizer a todos que matou Cisco, para que H.R. possa ficar ali. Esta conclusão foi no mínimo insatisfatória porque se ela ganhasse o duelo, H.R. teria que voltar com ela e assim sofrer a pena de morte que lhe cabia, ou fui a única a entender isso?

Iris tenta deixar a sua marca no mundo jornalístico

Após saber que muito provavelmente a sua vida terminará dentro de meses, Iris (Candice Patton) decide escrever uma reportagem que mude realmente a vida das pessoas. O tema escolhido tem que ver com um novo gang traficante de armas e o perigo da situação deixa Barry (Grant Gustin) em alerta.

Iris recorre assim ao seu irmão Wally (Keiynan Lonsdalepara a ajudar nesta tarefa, não tendo qualquer problema em pôr a sua vida em risco. Para isto mentem ao seu pai, que ainda não sabe aquilo que Barry viu no futuro. Segundo a experiência da série, já sabemos como é que isto vai terminar, e não deve faltar muito para Joe (Jesse L. Martin) descobrir a verdade.

Wally, no papel de Kid Flash está cada vez melhor, não só enquanto velocista mas também enquanto personagem. Fica só a fazer falta que lhe dêem um pouco mais de espaço para desenvolver linhas narrativas só suas. Quem me está a surpreender bastante é a personagem de Candice Patton, pela forma como está a lidar com a própria morte anunciada.

Os diálogos entre Barry e Iris têm sido dos momentos mais tocantes dos episódios, e quando ela lhe diz que, mais do que medo de morrer, tem medo do esquecimento e de não ter feito nada que deixe marca no mundo, somos levados a reflexões mais profundas do que as esperadas numa série de super-heróis. Tenho apenas pena de que os restantes momentos de The Flash não estejam a seguir esta tendência.

Julian (Tom Felton) com a sua falta de jeito natural para interagir com outras pessoas, é também outro ponto bastante positivo desta semana, pois dá o toque cómico e nerd que tão bem caracterizam The FlashCaitlin (Danielle Panabaker) parece ter a missão de o ajudar a conviver com os restantes membros da Team Flash, mas honestamente não consegui tirar os olhos do facto de não estar a usar as pulseiras neste episódio.

Os acessórios que deram a Caitlin para que não se transforme em Killer Frost são horrendos, mas dão bastante nas vistas. Depois de lhe terem dado um colar no episódio anterior para carregar as baterias das pulseiras, estavam à espera do quê? Que ficássemos hipnotizados pelo seu brilho e não déssemos conta deste erro de principiante?

Em suma, Dead or Alive foi um episódio que pouco acrescentou e que facilmente será esquecido. Não foi mau, mas também não superou a faixa do mediano, e este meio termo de The Flash está a ser demasiado desconcertante para quem esperava uma terceira temporada de igual qualidade às anteriores.

NOTA FINAL: 6