Os senhores Mon-El, James, e Winn, revelam que ainda têm muito para aprender quando se metem entre Supergirl e a sua arqui-inimiga Livewire.

Livewire (Brit Morgan), também conhecida por Leslie Wills, já foi derrotada não uma mas duas vezes pela Supergirl (Melissa Benoist), da última vez, com a ajuda de Flash.

E, embora Kara a considere a sua arqui-inimiga, eu não tinha a certeza que a personagem tivesse muito mais a oferecer. Mas, no fim de contas, ajudou que a personagem foi colocada numa perspectiva completamente diferente, a de vítima.

O plot é relativamente simples: Livewire é raptada da prisão por um cientista que lhe está a roubar os poderes para criar super-soldados. Estes atacam a central da polícia, conseguindo escapar, porque Mon-El (Chris Wood) tenta ajudar Kara em vez de proteger os humanos como tinham combinado.

No meio da confusão, Guardian (Mehcad Brooks) acaba ferido e desmaia, deixando Kara descobrir que se trata de James. Kara oferece um sermão a James e ao seu “cúmplice”, Winn (Jeremy Jordan), por se terem metido na vida de vigilantes.

Mas nenhum dos dois dá o braço a torcer e, juntamente com Mon-El, vão atrás de Livewire sem contar a Kara. Como se estava a prever, a ideia dá para o torto, e os três senhores tinham sido fritos se Supergirl não chegasse no momento certo. A conclusão: há potencial, mas também ainda há muito para aprender.

Uma das minhas reclamações mais constantes ao longo da temporada tem sido a história de James como Guardian, que sempre me pareceu forçada e pouco conectada com as histórias principais. “We Can Be Heroes” faz muito por melhorar este aspecto, finalmente revelando a Kara que é James por baixo da máscara.

Isto permitiu que Kara e James tivessem uma cena juntos com o impacto e a dinâmica como o que já não víamos há muito tempo, quando James tenta explicar a Kara o porquê de querer, também ele, ser um super-herói.

Esse é, aliás, um dos temas fortes do episódio: o que é que faz alguém querer ser um herói e será que todos conseguem sê-lo?

As motivações de James podem continuar a ser um pouco forçadas, mas Mehcad Brooks consegue ser convincente. E afinal, Kara não pode julgar ninguém por querer fazer o bem, mesmo que haja perigo à mistura.

Mon-El pode já ter percebido que sim, quer ajudar os outros. Mas as pessoas, como é óbvio, não mudam de um dia para o outro. De modo que ele acaba por ser um pouquinho egoísta e arrogante, ao ignorar as ordens de Kara para proteger os humanos primeiro. Sim, ele estava a tentar protegê-la a ela – mas se há alguém que, geralmente, não precisa disso é a Supergirl.

Claro, Mon-El é motivado pelos seus sentimentos em relação a Kara, que há muito ultrapassaram a mera amizade. De facto, se quando Kara o confronta com as suas motivações, ele afirma apenas querer ajudar, já no fim do episódio acaba por confessar os seus verdadeiros sentimentos.

Sim, ele gosta de Kara e sim, formar equipa pareceu-lhe uma óptima forma de passar mais tempo com ela. Não é segredo que eu já estou a abordo deste comboio desde quase o início da temporada e a verdade é que a química entre Melissa Benoist e Chris Wood continua a convencer-me. Infelizmente, a declaração de Mon-El não leva a nada, já que ele assume que a rapariga não quer nada para além de amizade.

Entretanto, M’gann (Sharon Leal), presa no DEO, sofre um ataque psíquico por parte de outro White Martian e entra em coma. Para a ajudar, J’onn (David Harewood) tem que superar o seu ódio e formar um elo mental com ela.

Juntos, os dois superam os seus preconceitos de uma longa guerra entre as suas raças, perdoando-se um ao outro. Aprendemos ainda que M’gann é perseguida pelos White Martians, acusada de traição.

O episódio desta semana é um daqueles em que não consigo decidir o quanto gostei, ou não, do que vi. Algumas das ideias não são particularmente fortes ou inovadoras mas, por outro lado, foram bem executadas. Afinal, heroísmo e as suas muitas formas sempre foram um dos temas principais da série.

E as cenas entre J’onn e M’gann foram excelentes. De resto, espero que, agora que Kara sabe o que é que James e Winn andam a fazer, estas histórias passem a estar mais coesas e conectadas. E sim, estou a torcer para que Mon-El e Kara ainda fiquem juntos.

NOTA: 7.5/10