Donald Trump aplicou o chamado ‘muslim ban‘. As empresas Microsoft, Amazon e Expedia estão contra a medida e decidiram juntar-se a uma ação em tribunal contra o Presidente.

Bob Ferguson, o procurador-geral de Washington, defende que Trump está a ir contra os princípios constitucionais ao proibir a entrada de cidadãos do Irão, Iraque, Iémen, Somália, Líbia, Síria e Sudão nos Estados Unidos.

A lei fundamental norte-americana aponta que não se devem diferenciar os cidadãos com base nas crenças religiosas, ou desrespeitar os princípios de igualdade de tratamento e os direitos individuais dos cidadãos.

As empresas tecnológicas estão em linha com este pensamento, mas procuram também proteger os seus interesses económicos e os funcionários, muitos deles imigrantes.

Empresas defendem funcionários e negócios

O CEO de Expedia, Dara Khosrowshahi, é um imigrante iraniano, incluindo-se nos países visados, e enviou uma mensagem de apoio e preocupação aos seus funcionários no seguimento da ordem executiva. A agência de viagens online tem bastantes clientes e vários trabalhadores com passaportes destes países, o que pode gerar inconvenientes vários.

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A Amazon afirma que tem 49 funcionários oriundos dos países banidos, e fez também ofertas de emprego a iranianos que são cidadãos de outros países. Menciona o caso de Asghar Farhadi, um produtor iraniano que será impedido de presenciar a cerimónia dos Oscars, apesar de estar nomeado para um prémio com um dos seus filmes, produzido pela Amazon Studios.

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O impacto económico é receado por várias empresas, como a Tesla, Facebook e Starbucks que, apesar de não se ter juntado à ação, declarou que iria empregar 10.000 dos afetados por esta política nos próximos cinco anos. A Universidade do Estado de Washington também apoia este processo, temendo problemas para os seus estudantes e colaboradores.

Trump tomou posse há duas semanas e, desde que chegou, tem estado cumprir as suas promessas eleitorais. O fim do Affordable Care Act, a deportação de imigrantes, a edificação de um muro na fronteira com o México, o abandono do acordo comercial TPP ou a redução da regulação ambiental estão nas prioridades do político.