Estamos no quinto episódio da quinta temporada de Nashville e, por alguma razão milagrosa, Maddie (Lennon Stella) continua a roubar todo o protagonismo. Tendo em conta as suas péssimas atitudes no ano passado, questiono esta decisão de lhe continuarem a dar a luz da ribalta. Enfim, Love Hurts estreou no canal CMT no dia 26 de janeiro.

Maddie e Clay (Joseph David-Jones) estão cada vez mais próximos e, ao início, tudo parece correr bem, nomeadamente quando Clay decide levar a jovem a uma espécie de bar underground, onde somos prendados com um dueto maravilhoso entre ele e a artista americana Ruby Amanfu.

Contudo, cada vez que Maddie tenta beijar Clay, ele afasta-se e diz que ela não sabe no que se está a meter. A situação, naturalmente, não agrada muito a Rayna (Connie Britton) e Deacon (Charles Esten), que veem a filha de dezassete anos cada vez mais afastada, a chegar a casa tarde e a más horas.

Por falar em Rayna, ela descobre que Randall (Jordon Woods-Robinson) roubou um dos seus pertences mas o jovem é tão querido e tão chorão que eu só consigo sentir pena dele. Rayna inicialmente acredita que Randall é o admirador secreto que lhe tem enviado cartas e flores, mas ele desmente tal suspeita.

Enquanto isso, Scarlett (Clare Bowen) e Gunnar (Sam Palladio) estão finalmente a gravar o seu primeiro vídeo! O cenário é uma mansão inglesa gigante e Scarlett tem de interpretar uma femme fatale viciada em sedução e prazer. Claro que isto não se coaduna, de todo, com a personalidade dela e é aqui que começam os problemas.

O diretor do vídeo, Damien (Christian Coulson), começa a gritar com Scarlett e a fazer-lhe todo o tipo de exigências, estando constantemente insatisfeito com o seu trabalho. Scarlett fica reduzida a lágrimas mas não se deixa vencer. O vídeo fica gravado e, se me perguntarem a mim, o resultado até foi bastante bom.

De volta a Maddie, ela dirige-se a casa de Clay e encontra-o a sangrar no meio do chão. Ele explica que se envolveu numa luta de rua e começa a falar um pouco sobre as suas mudanças de personalidade agressivas. Já não basta o jovem ser negro, pobre, sete anos mais velho que ela, agora é também bipolar. Não é que eu tenha problemas com alguma destas coisas, mas acho uma mistura improvável e repentina para uma personagem que acabámos de conhecer.

Clay decide levar a relação avante e apresenta-se formalmente a Deacon e a Rayna. Enquanto a situação em casa fica resolvida, Rayna chega ao trabalho e depara-se com o seu admirador secreto: um homem que conhecemos há dois episódios atrás e que simplesmente é muito fã dela. A sério que é esta a resolução da história? Espero bem que não.

Num episódio em que Juliette (Hayden Panettiere) apenas apareceu durante dois segundos, eu estava à espera de ficar mais desiludido. Foi bom ver Scarlett sair da sua zona de conforto e Clay é certamente uma lufada de ar fresco para a série. Contudo, já todos sabemos que estes dramas de adolescente não se podem prolongar, portanto espero bem que a série comece a arranjar novas histórias para os restantes protagonistas.

NOTA: 7/10