Wendy MacNaughton e Julia Rothman criaram uma nova plataforma com ilustrações apenas no feminino. Depois de se terem deparado com poucos trabalhos de mulheres nas revistas, decidiram criar a Women Who Draw, que já conta com milhares de submissões de trabalhos.

Um projeto criado por mulheres e para mulheres

A plataforma Women Who Draw consiste num catálogo onde ilustradoras podem partilhar o seu trabalho e revistas podem encontrar possíveis parceiras e manter com elas alguma regularidade. A ideia surgiu em outubro do ano passado e o projeto rapidamente cresceu, em grande parte devido à eleição de Donald Trump, contam as fundadoras em entrevista ao P3.

E porque o projeto foi pensado para mulheres coube também a uma webdesignerJenny Volvovski, o desenvolvimento do site, que no primeiro dia recebeu mais de 1200 submissões de ilustradoras. Para submeter o trabalho no Women Who Draw é necessário ter um portefólio e alguma experiência, bem como estar disposta a aceitar trabalhos de freelancer.

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Uma voz para as minorias através do desenho

As criadoras do projeto pretendem que esta seja uma plataforma integradora, “com ênfase nas ilustradoras de cor, LGBT+ e outros grupos minoritários”, segundo afirmam na página.

A plataforma Women Who Draw está organizada segundo etnias, regiões, orientação e religião das ilustradoras. Além disso, cada uma se faz apresentar pelo desenho de uma mulher, pela forma como se caracterizam. Quando selecionado o desenho de uma ilustradora, o site reencaminha-nos para a sua página pessoal, onde podemos conhecer melhor o seu perfil e trabalhos.

Um desafio ligado à arte

Todos os meses o site lança um desafio, em que convida as ilustradoras a partilhar imagens no Instagram com um determinado tema, utilizando a hashtag #WWDTogether . Os melhores trabalhos são selecionados e partilhados na plataforma.

Este mês o tema escolhido foi a Women’s March, que decorreu no passado dia 21. A ideia era juntar todas as mulheres, mesmo aquelas que não podiam estar presentes fisicamente na marcha americana, desafiando-as a criar algo com base nos direitas das mulheres e solidariedade.