Entre novembro e dezembro de 2016, a Google tomou medidas contra 340 sites de notícias fraudulentas. Segundo a empresa, cerca de 200 desses sites foram proibidos de usar anúncios da Google.

Tal como o Facebook, a Google tem-se debatido sobre o seu papel na divulgação de notícias falsas e enganosas desde as passadas eleições americanas. Logo em novembro, a empresa implementou alterações à política do AdSense.

Proibiu sites que deturpem, distorçam ou escondam informações sobre o editor, o seu conteúdo ou qual o objetivo principal do site ao usar anúncios da Google como fonte de lucros.

Na passada quarta-feira, a empresa informou, num relatório sobre publicidade fraudulenta, que revisou cerca de 550 sites desde as tais mudanças de política. Desses, quase 200 sites foram permanentemente proibidos e 140 foram temporariamente cortados do espaçador ad-dollar da empresa.

Em relatório oficial, foi ainda revelado que também 1,7 biliões de anúncios foram removidos por várias violações de política em 2016. Estes incluem 17 milhões de anúncios de jogos de apostas ilegais, 5 milhões de anúncios de empréstimos de pagamentos e 80 milhões de anúncios simplesmente enganosos ou chocantes.

“Não há bela sem senão”

Cortar a receita publicitária dos chamados sites falsos de notícia é uma forma de os atingir, mas os críticos não ficarão satisfeitos com este feito. A Google tem também sido cada vez mais criticada pela forma como os seus algoritmos destacam certas fontes de notícias.

Exemplo desses destaques é, por exemplo, o primeiro resultado do motor de busca da Google para “quem ganhou o voto popular?”, em novembro. Tratava-se de um blog de conspiração que deturpava o resultado das eleições americanas. E em dezembro, destacava uma história sobre o presidente Obama com um terceiro mandato supostamente em vista.