A terceira temporada de The Flash está de regresso à CW. Em Borrowing Problems From the Future, Team Flash une-se para alterar o futuro e salvar Iris.

O episódio começa com a visita de Barry (Grant Gustin) ao futuro, durante a qual viu Savitar assassinar Iris (Candice Patton). Barry, claro, está a ser atormentado por esta visão, tendo pesadelos constantes. O jovem tem evitado contar à namorada o problema, mas Iris nunca foi burra nenhuma e percebe que ele está a esconder algo.

Ainda houve tempo para Barry deixar um ladrão escapar, convencido de que isso alteraria o futuro, e para ter uma pequena discussão com Wally (Keiynan Lonsdale) – que se sente cada vez mais em casa no papel de Kid Flash e até tem o seu momento de glória ao apanhar o vilão da semana.

Mas eu estava com medo que Barry fosse estender este segredo durante muito mais tempo, decisão da qual não resultaria nada de bom e provavelmente faria com que Iris apenas se sentisse traída quando descobrisse a verdade.

Daí a minha agradável surpresa quando Barry decide contar a Iris apenas uns 20 minutos depois de o episódio começar. Iris tem um momento de grande pânico e emoção, o que é muito razoável tendo em conta que acabou de descobrir que tem quatro meses para viver. Grant Gustin e, especialmente, Candice Patton estão os dois de parabéns por esta cena.

Barry assegura à namorada que não tem intenções de a deixar morrer e revela-lhe as suas tentativas de alterar o futuro. Iris diz-lhe que o resto da equipa também tem que saber o que se está a passar, mas que não podem contar ao seu pai, Joe (Jesse L. Martin) – estou mesmo a ver que esta ideia vai dar para o torto quando Joe descobrir.

A Team Flash junta-se para forma um plano consistente para alterar o futuro de modo a salvar Iris. Cisco (Carlos Valdes) e Barry fazem vibe até ao futuro, apontando os títulos das notícias que veem (vulgo, uma série de spoilers para os próximos episódios!). A ideia é que se alteraram o caminho que os conduz àquele momento, também conseguiram alterar o desfecho.

Pessoalmente, espero que tenham razão e que Iris sobreviva mas, como H.R. (Tom Cavanagh) explica, a sua morte pode também ser um ponto fixo no tempo e tudo o que fizerem para alterar isso não irá alterar o fim. O que é uma perspetiva um tanto ou quanto desoladora. No entanto, Barry, graças a Deus, decidiu abraçar o otimismo.

Por falar em H.R., este tem o museu dos Star L.A.B.S. pronto para abrir. Ou não, já que a grande noite de abertura é um falhanço, completo com um holograma defeituoso de Cisco, o que leva H.R. a, pela primeira vez, mostrar alguma vulnerabilidade.

Apesar da sua relutância inicial, Cisco acaba por ajudar H.R. e a crescente amizade (com uma boa dose de sarcasmo e brigas à mistura) entre os dois é um ponto alto do episódio – como tantas vezes já foi, independentemente de que versão de Wells se trate.

Por fim, acrescentar Julian (Tom Felton) à equipa dos S.T.A.R. Labs parece-me uma boa ideia e as suas interações com Caitlin funcionaram bastante bem. Afinal de contas, passaram os dois por maus momentos graças a Savitar, que os manipulou a ambos.

Agora, Caitlin continua à procura de uma “cura” para os seus poderes, temendo voltar a fazer mal aos amigos, e Julian culpa-se por tudo o que fez na pele de Dr. Alchemy (que continuo a achar ter tido uma revelação cliché). Mas talvez agora haja oportunidade para que as duas personagens cresçam.

Devo confessar que, para mim, a terceira temporada de The Flash tem, agora, sido uma pequena montanha-russa de altos e baixos. Borrowing Things From the Future ainda não devolve a série ao seu melhor mas consegue balançar as revelações sobre o futuro e o começo das tentativas para o evitar, com momentos de maior humor, em que a dinâmica e a química (sempre ótimas) entre o elenco conseguem brilhar.

NOTA: 7.5/10