O novo episódio de Bones – em português, Ossos – veio trazer à superfície vários episódios do passado dos protagonistas, relembrando o porquê de esta série ser tão boa e tão terra-a-terra – não que alguma vez o tivessemos esquecido. The Price for the Past estreou no canal FOX no dia 24 de janeiro.

A vítima desta semana é Aldo Clemens. Para aqueles que não estão recordados, Aldo foi o padre que casou Booth (David Boreanaz) e Brennan (Emily Deschanel), tendo também servido na mesma brigada militar que Booth. Desde já é possível perceber que este episódio vai ser uma montanha russa de emoções.

A equipa descobre que Aldo se havia tornado um toxicodependente. A partir daí, a lista de suspeitos divide-se em duas vertentes: possíveis fornecedores de droga e ex-colegas que haviam frequentado a tropa com Aldo e pudessem ter algum tipo de ressentimento do homem. Nenhuma das hipóteses parece ser suficiente para prender alguém.

Este é daqueles episódios em que a forma como a vítima morreu quase se sobrepõe ao culpado por trás do crime. Na análise dos restos mortais, o grupo percebe que Aldo fora vítima de uma técnica de tortura da era medieval, que consiste em colocar uma jaula com ratos em cima da vítima presa, à medida que os ratos iam lentamente comendo o seu corpo. Lembrem-me para nunca mais voltar a ver esta série à hora de jantar.

Booth e Brennan não são os únicos a lidar com dramas do passado esta semana. Caroline (Patricia Belcher) está de volta – já não era sem tempo! – para informar Aubrey (John Boyd) que o seu pai foi identificado num dos aeroportos americanos e pode muito bem estar em busca de vingança.

Para quem não se lembra, o pai de Aubrey era um fugitivo e foi o próprio protagonista que o denunciou e o meteu na cadeia. Agora que o homem está novamente à solta, resta saber se Aubrey o colocará novamente atrás das grades ou se, à semelhança de Brennan com o seu pai, tentará construir uma relação saudável com ele.

Quando Booth e Brennan se dirigem ao local da tortura, acabam por encontrar uma bomba e quase que vão pelos ares. Aparentemente, o assassino percebe do assunto e não quer, de todo, ser apanhado. O final, contudo, traz boas notícias: pelos vistos, Aldo conseguiu soltar-se antes de ser torturado e decidiu suicidar-se, partindo o próprio pescoço, de modo a evitar um destino muito pior.

Este episódio serviu não só para nos lembrar que estamos na última temporada – e há que atar pontas soltas – mas também para nos obrigar a olhar para as personagens, não enquanto profissionais, mas enquanto pessoas.

Booth e Aldo estiveram juntos na tropa. Ambos combateram uma certa dependência – o primeiro com o jogo, o segundo com drogas. Booth teve um tumor no cérebro, enquanto Aldo teve uma doença degenerativa que o fez virar para a religião. A única coisa que os separa é que Booth teve sorte em sair vivo de tudo isto e encontrar na sua colega uma parceira para a vida.

NOTA: 9/10