Erich Von Stroheim

Cinemateca Portuguesa dedica dois ciclos ao lendário Erich Von Stroheim

Em fevereiro, a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema de Lisboa vai dedicar dois ciclos a Erich Von Stroheim. Um destes será dedicado à sua carreira na realização (limitada ao cinema mudo), enquanto o outro se irá focar na seu trabalho enquanto ator (que abrange tanto o cinema mudo como o sonoro).

Devido a grande parte dos filmes feitos na época do cinema mudo terem desaparecido, nem todas as obras de Stroheim encontram-se disponíveis na sua totalidade. Histórias do Cinema: Jonathan Rosenbaum / Erich von Stroheim irá passar cinco dos seus filmes mais marcantes, entre os dias 6 e 10 de fevereiro, em cinco sessões acompanhadas ao piano e comentadas pelo crítico norte-americano Jonathan Rosenbaum. Uma das obras a ser passada será Aves de Rapina (1925), que originalmente tinha cerca de 8 horas de duração, mas que foi mais tarde reduzida a pouco mais de 2 horas. Algumas cenas adicionais foram encontradas várias décadas depois, mas cerca de metade das filmagens originais permanecem desaparecidas. Estas cenas “perdidas” tornaram-se tão lendárias entre fãs da sétima arte, que até Christopher Nolan (A Origem e O Cavaleiro das Trevas) já demonstrou o seu interesse em as ver serem descobertas.

Stroheim: Ator Imperial foca-se em Von Stroheim enquanto ator e irá ocorrer entre 1 e 27 de fevereiro. Uma das sessões que se deve destacar neste ciclo é a de Crepúsculo dos Deuses (1950), no qual o ator interpreta Max von Mayerling. Esta personagem é um criado que fora em tempos um dos maiores realizadores do cinema mudo, mas que ao longo do tempo foi perdendo respeito em Hollywood. Mayerling é sem dúvida inspirado na vida do próprio Stroheim, que sempre teve problemas em concretizar a visão que pretendia para o seus filmes devido a entrar em constante conflito com os seus produtores.

Erich Von Stroheim é geralmente considerado um dos primeiros “auteurs” do cinema, e apesar de nenhum dos seus filmes ter alcançado o mesmo nível financeiro que os de D. W. Griffith ou Cecil B. DeMille, permanece uma das figuras mais importantes do cinema.

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